Assim que entraram no carro, Afonso foi direto ao ponto com Zuleica:
— Quando você vai embora?
— Na próxima quarta-feira. Já comprei a passagem de trem.
— Falta uma semana, então.
Afonso pegou o celular e começou a digitar algo rapidamente. Após alguns segundos, ele guardou o aparelho e continuou:
— Se você realmente não quer mais cruzar com ele, então não deve voltar para o apartamento que ele alugou. Acabei de reservar um hotel para você passar essa última semana.
Zuleica sentiu os olhos arderem. Ela não sabia como reagir a tamanha gentileza.
Ele havia pensado em cada detalhe. Sabia que Carlos tentaria encontrá-la, por isso organizou um refúgio seguro.
Era um homem incrivelmente perspicaz e atencioso.
— Sr. Afonso...
— Não fiz isso por você.
A resposta soou um tanto fria, mas Zuleica apenas sorriu, contendo a emoção.
— Eu sei. O senhor fez isso pela Sra. Naiara.
Naiara observava o perfil de Afonso e lutava contra um desejo súbito e incontrolável de beijá-lo ali mesmo.
Em vinte e oito anos de vida, era a primeira vez que alguém a tratava como uma rainha, protegendo-a e mimando-a até nos menores detalhes. Ela ainda não estava acostumada com isso, mas admitia que era maravilhoso.
— Você quer passar no apartamento primeiro para pegar as suas coisas, ou prefere ir direto para o hotel? — perguntou Afonso a Zuleica.
— Eu gostaria de buscar minhas malas primeiro, por favor.
O carro blindado finalmente estacionou do lado de fora do condomínio onde Zuleica morava.
Ela hesitou antes de abrir a porta, como se lutasse para encontrar as palavras certas.
Naiara percebeu e abriu um sorriso gentil.
— Cuide bem de si mesma. No dia em que for embora, eu quero ir até a estação me despedir de você.
Dessa vez, Zuleica não recusou.
— Tudo bem.
Talvez, ter uma amiga acenando na plataforma tornasse a partida menos solitária e miserável.
— Sr. Afonso, Sra. Naiara, muito obrigada.
Ela não estava agradecendo apenas pela ajuda de hoje. Agradecia pelo respeito inabalável que eles sempre demonstraram por ela.
— Desejo que vocês sejam muito felizes e fiquem juntos para sempre.
Enquanto a figura frágil de Zuleica caminhava em direção ao prédio, Naiara abaixou o vidro do carro.
— Zuleica!
A garota parou e virou-se para encará-la.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...