— Fábio, aquela ali não é a sua ex-mulher? — perguntou Yara.
Fábio a repreendeu em voz baixa:
— Se não quiser que eu te jogue para fora daqui agora, feche a boca.
Yara soltou um "ah", segurou o copo de coquetel do qual Fábio havia bebido e levou aos lábios. Fábio a impediu imediatamente, arrancando o copo da mão dela.
— Uma pirralha feito você não devia estar bebendo!
Yara odiava quando tocavam no assunto da sua idade.
— Fábio! Vou repetir pela última vez: eu já tenho vinte e quatro anos! A idade legal para casar já passou faz muito tempo. Não sou criança, sou uma mulher adulta! Posso namorar, posso beber e posso até casar!
Fábio revirou os olhos.
— Então volta para casa e vai casar, ué.
Yara se aproximou, toda sorridente.
— Mas é com você que eu quero casar. Eu não quero mais ninguém, só quero você.
Yara enlaçou o braço de Fábio, encostando-se nele num gesto meloso.
— Eu não vou ser como aquela sua ex-mulher que não soube te dar valor. Se a gente ficar junto, eu vou cuidar de você para o resto da vida.
Até Cícero, que raramente sorria, não conseguiu conter o riso ao ouvir aquilo. Parecia que Fábio é quem seria o marido sustentado na relação.
Fábio já tinha aversão à palavra "ex-mulher", e Yara havia repetido isso duas vezes. A sua paciência tinha esgotado.
— Eu vou embora.
E, dizendo isso, ele realmente saiu.
Yara perguntou, receosa:
— Eu falei alguma besteira?
— Sim e não — respondeu Cícero.
— Como assim, sim e não?
— Digamos que sim.
— E o que eu faço agora?
Cícero apoiou o rosto em uma das mãos e mexeu os dedos da outra indicando a saída.
— Corre atrás dele.
Yara saiu em disparada.
Cícero acompanhou a garota com o olhar e perguntou a Afonso:

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...