Naiara ligou para Belmira e explicou a situação de Natália, pedindo que os dois ficassem tranquilos no apartamento.
Mas Belmira, tomada pelo instinto maternal, recusou-se a ficar em casa e insistiu em ir ao hospital.
Como não adiantava discutir, Naiara cedeu.
Afonso não demorou a voltar.
Ele carregava várias sacolas com lanches de uma loja de conveniência da recepção.
Naiara olhou para as sacolas com curiosidade.
— Por que você comprou tanta coisa?
— Porque eu também estou com fome. — respondeu ele.
Naiara quase deixou escapar uma risada.
Era óbvio. Quem tinha carregado todo o peso e corrido feito louco tinha sido ele.
Naiara não resistiu ao cheiro da espiga de milho cozida que exalava de uma das sacolas.
— Eu quero esse.
Afonso entregou a espiga de milho.
Naiara encostou-se preguiçosamente na cadeira do hospital e começou a comer.
Mas, quando estava na metade da espiga, Belmira e Leonardo apareceram pelo corredor.
E não vieram de mãos vazias. Trouxeram o jantar impecavelmente embalado.
Belmira não perdeu tempo e arrancou a espiga de milho da mão de Naiara.
— Como é que você me come um negócio desse? Isso não tem nutrição nenhuma para uma grávida! Eu trouxe a sua comida. Está tudo na garrafa térmica, ainda está quente. Coma logo.
Para ser sincera, a não ser que a pessoa tivesse uma pedra no lugar do coração, ser tratada com tamanho zelo e afeto faria qualquer um querer chorar.
Naiara fez um bico, as emoções vazando por trás da fachada polida.
— Padrinho, madrinha... por que vocês são tão maravilhosos comigo?
Belmira, porém, estava ocupada lançando um olhar mortal para Afonso.
— E você também! Como tem a coragem de comprar essas porcarias sem valor nutricional para a Naiara comer?!
Afonso tentou se justificar sob o olhar severo da idosa.
— Eu só queria subir rápido. Comprei qualquer coisa lá embaixo.
A palavra "qualquer coisa" acendeu a fúria de Belmira.
— Como assim 'qualquer coisa'?! Ela está grávida! Precisa de comida de verdade! Claro, você não é o pai da criança, então não está nem aí se o bebê passa fome!
Afonso, com a calma de um imperador, disparou a bomba:
— Meu filho puxou a mim. Não tem frescura.
— Você é muito irrespons...
Belmira foi interrompida bruscamente quando Leonardo agarrou seu braço.
— Seu filho? — indagou Leonardo.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...