De repente, uma mão agarrou seu braço, puxando-a de leve.
— Cuidado.
Naiara despertou de seus pensamentos e percebeu que quase esbarrara em alguém.
Afonso indagou:
— Está procurando ouro no chão?
Naiara apertou os lábios.
— Não.
— Então por que anda de cabeça baixa?
Ela respondeu, ríspida:
— Não é da sua conta.
Afonso fez uma pausa.
— Certo. Desculpe por me meter onde não sou chamado.
Ela o olhou, sentindo um pontada de arrependimento.
— Desculpe, falei sem pensar. Não foi minha intenção ser grosseira.
Afonso parou e a encarou.
— Qual era a sua intenção, então?
Naiara refletiu por um instante.
— Nenhuma, ué.
— Você mesma sugeriu que fôssemos amigos. É assim que trata um amigo?
— Eu...
— Ou será que nem amigos podemos ser? Devo manter uma distância regulamentar? Ou preferia que eu desaparecesse da sua vista?
— Não é nada disso...
— O que você quer, afinal?
Naiara ficou paralisada.
Ao fitar aqueles olhos escuros e sem brilho, sentiu um aperto doloroso no peito.
— Posso falar agora?
Afonso comprimiu os lábios.
— Pode.
Com seriedade, ela explicou:
— Essa história de não sermos amigos, de manter distância ou de eu não querer te ver... Eu nunca pensei nisso. Nem por um segundo. Então, não me acuse injustamente.
Dito isso, apertou o passo, deixando Afonso para trás.
Logo à frente, faltava exatamente uma pessoa para completar a cabine do teleférico.
O funcionário acenou para que Naiara avançasse.
Mas, assim que deu o primeiro passo, foi puxada para trás.
Naiara arregalou levemente os olhos.
— Isso mesmo! Ela é fantástica. Apesar de ter se formado há alguns anos, as lendas sobre ela ainda circulam pelo campus. A foto dela continua no mural de honra. Uma pena que eu nunca a tenha conhecido pessoalmente. Se um dia a encontrasse, pediria um autógrafo com certeza.
O rapaz, cheio de ternura, puxou a namorada para um abraço.
— Minha namorada é tão brilhante que com certeza vai se tornar a próxima musa da computação.
Ela sorriu, aninhando-se nos braços dele.
Derretido, o garoto não resistiu e roubou-lhe um beijo nos lábios.
O rosto da jovem ruborizou instantaneamente.
— Para com isso! Tem gente olhando!
Os dois viraram o rosto na mesma direção.
Naiara ofereceu um sorriso gentil.
— Tudo bem, podem continuar.
A garota ficou encarando o rosto dela por alguns longos segundos.
— Você...
Parecia tão familiar.
Naiara conteve um sorriso, deixando à mostra as covinhas charmosas nas bochechas.
— Olá. Eu sou Naiara Jasmim.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...