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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 652

Os dois caminharam juntos até o estacionamento.

Carlos abriu a porta do passageiro do próprio carro e retirou uma caixa.

— Você ainda não me disse, o que tem aqui dentro?

Como estava trancada com cadeado, Carlos não havia conseguido abrir.

Naiara respondeu com sinceridade:

— Medalhas, diplomas e alguns prêmios que ganhei na época da escola e da faculdade.

Carlos deu uma risada autodepreciativa.

— No fim das contas, não fui só eu. A sua mãe adotiva, Luciana, é outra que nunca soube dar valor ao que tinha diante dos olhos.

— É raro ouvir você se depreciar assim. — comentou Naiara.

— É raro eu admitir que errei, não é?

— Sem dúvida.

Naiara destravou o porta-malas de seu carro.

Carlos colocou a caixa lá dentro.

Naiara fez menção de arrumar o restante das coisas no bagageiro, mas quando Carlos deu um passo para trás, quase pisou no pé dela.

Instintivamente, ela tentou desviar, mas desequilibrou e quase caiu.

Carlos a segurou pelo braço.

— Você está bem?

Naiara puxou o braço rapidamente.

— Estou, obrigada.

Carlos sorriu de lado.

— Para ser sincero, ouvir esse seu 'obrigada' me deixa bastante desconfortável.

Naiara não disse nada.

— Você tem um compromisso. Pode ir na frente. — concluiu ele.

Naiara não prolongou a conversa.

— Adeus.

— Adeus.

Enquanto via o carro de Carlos se afastar, Naiara soltou um suspiro de alívio involuntário.

Esse novo jeito de Carlos, polido e contido, a pegou desprevenida. Ela quase não soube como reagir.

Quando se virou para entrar no próprio carro, congelou ao levantar a cabeça.

Afonso caminhava na sua direção, acompanhado por um homem de meia-idade que ela não conhecia.

Ao se aproximarem, Naiara murmurou de forma contida:

— Sr. Afonso.

Naiara ficou em silêncio...

O que foi isso?

Ele estava com raiva?

Ela o observou se afastar, mas não foi atrás dele. Em vez disso, pegou o celular e ligou para Zuleica.

— Ele concordou.

Zuleica soltou um longo suspiro de alívio, embora sua voz carregasse uma emoção complexa.

— Eu sabia. Ele só ouve você.

— Eu só fiz isso por consideração a você. — enfatizou Naiara.

— Eu sei. Por isso, serei eternamente grata.

Houve um breve silêncio na linha, antes de Naiara continuar:

— Só que, no momento, não sei o que fazer ou para onde mandar a criança.

— Eu tenho uma amiga... — disse Zuleica, prontamente. — Os médicos já deram o veredito definitivo de que ela nunca poderá engravidar. Ela sempre sonhou em adotar um bebê e, logo depois da adoção, planeja se mudar para o exterior. Ela nunca mais pisará no Brasil. Pensei em entregar a criança para ela.

— Parece uma ótima ideia. Resolva os detalhes diretamente com ela, então.

Após desligar, o dedo de Naiara pairou sobre o nome "Afonso" em seus contatos.

No fim, ela bloqueou a tela do celular. Guardou o aparelho, virou-se e foi embora.

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