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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 638

— O jovem mestre bebeu demais ontem à noite. Está com dor de cabeça até agora.

Bebeu demais?

Afonso não era do tipo que passava dos limites com a bebida.

— Ele teve algum jantar de negócios ontem?

— Não. Ele foi beber com o Sr. Fábio e o Sr. Cícero. Tirando o Sr. Cícero, o Sr. Fábio também exagerou. Fui buscá-los de madrugada. — explicou José.

Um aperto incômodo tomou conta do peito de Naiara.

— E como ele está agora?

— Deve estar... — José fez uma pausa, os olhos movendo-se rapidamente. — Olha, quando eu saí, ele estava com bastante dor. Não sei como ele está agora. Sra. Naiara, se estiver preocupada, por que não liga direto para o jovem mestre?

Naiara apertou as mãos, engolindo a preocupação.

— Não. É melhor não atrapalhar o descanso dele.

Ao retornar à sua sala, Quitéria entrou para entregar alguns documentos e notou que Naiara parecia distante.

— Sra. Naiara, este é o relatório financeiro do mês. Por favor, dê uma olhada.

Naiara piscou, confusa.

— Esse relatório não ia sempre para o Sr. Afonso?

— O Sr. Afonso ordenou que, a partir de agora, todos os relatórios da empresa passem por você, incluindo os livros contábeis.

Quitéria deu um sorriso suave.

— O Sr. Afonso também disse que, de hoje em diante, na empresa, você é ele, e ele é você. Você tem total autoridade para tomar qualquer decisão, e não precisa reportar nada a ele.

— Foi o Sr. Afonso quem disse isso?

— Sim, ele me disse pessoalmente.

— Certo, pode deixar aí. Eu olho depois.

O dedo de Naiara pairou sobre o botão de ligar do celular. A tela acendia e apagava.

Ela queria ligar para perguntar como ele estava.

Mas, no fim, conteve-se.

À tarde.

Naiara chegou cedo ao local da recepção.

Já havia algumas pessoas espalhadas pelo salão, a maioria, rostos desconhecidos.

Até que o rosto de Carlos surgiu...

A expressão de Carlos suavizou-se, ganhando um tom quase afetuoso. — Se você não se importar, eu poderia olhar para sempre.

Naiara revirou os olhos. — Vá procurar o que fazer.

Carlos já parecia acostumado com a rejeição.

Pelo contrário, quanto mais ela o repelia, mais ele achava a situação fascinante.

— Tem certeza de que não quer vir trabalhar na minha empresa?

Naiara suspirou, incrédula.

— O Sr. Carlos ainda não desistiu.

— Afinal, passei tantos anos procurando por você.

— Eu estive ao seu lado o tempo todo, mas você não quis.

— A culpa é sua por não ter me contado que você era a 'Tempestade'.

Naiara deu um meio sorriso cínico. — Ainda bem que eu não contei. Senão, nunca teria conseguido me divorciar de você com tanta facilidade.

— Pelo visto, divorciar-se de mim te deixou muito feliz. — retrucou Carlos.

— É claro. Afinal, eu não queria acabar trancada numa clínica psiquiátrica.

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