Adriana balançava a cabeça freneticamente.
— Eu não vou tomar! Não vou! Sempre que tomo isso, fico com sono. Eu não quero!
Carlos não lhe deu sequer a chance de recusar. Enfiou o comprimido diretamente na boca dela, segurou seu queixo com força e a obrigou a engolir.
O efeito do medicamento era forte. Em pouco tempo, Adriana adormeceu profundamente.
Carlos puxou a coberta que abafava o rosto da criança. O bebê já estava com o rosto arroxeado de tanto chorar.
Os olhos de Carlos o encaravam como os de um lobo feroz, parecendo pronto para devorá-lo a qualquer instante.
Mas, no fim, ele deu as costas e saiu.
O criado, que estava sentado nos degraus da entrada, ouviu o som da porta se abrindo e levantou-se rapidamente, batendo a poeira da calça.
— Sr. Carlos.
— A senhora está com problemas mentais. Daqui a pouco, alguém virá buscá-la para levá-la ao hospital. Ajude-a a arrumar algumas coisas básicas — ordenou Carlos.
O criado não fez perguntas.
— Sim, senhor.
Ele sabia muito bem que, uma vez que aquela jovem senhora passasse por aquela porta, provavelmente nunca mais voltaria.
— Sr. Carlos, e quanto à criança?
Carlos não respondeu. Apenas continuou andando.
Meia hora depois, ele apareceu na floricultura de Zuleica.
Zuleica estava embrulhando um buquê para um cliente. Ao vê-lo, abriu um sorriso suave.
— Chegou. Sente-se um pouco, já termino aqui.
O humor de Carlos, inexplicavelmente, melhorou muito.
Ele adorava aquele jeito tranquilo de Zuleica, que nunca exigia nada, nunca competia por atenção e nunca fazia escândalos.
Quando terminou, Zuleica trouxe uma xícara de chá para ele.
— Esse chá é daquele que você me trouxe da última vez. Fiquei com pena de tomar, guardei especialmente para você.
Carlos deu um gole.
— Beba quando tiver vontade. Eu ainda tenho dinheiro para comprar mais desse chá para você.
Zuleica sorriu.
— Você estava arrependido. E mais... você queria que ela voltasse para o seu lado.
— Você acha que isso é possível?
As mãos de Zuleica pararam por um segundo.
— Eu... não sei...
Mas, no fundo, ela sabia.
Sabia que Naiara jamais voltaria para Carlos.
— Você sempre foi muito inteligente — disse Carlos.
Zuleica sentiu um aperto no peito.
— Sobre isso... eu realmente não sei. Mas, afinal, você não acabou de assinar a certidão de casamento com a Srta. Adriana?
— Se eu não assinasse essa certidão de casamento, como eu poderia assumir legitimamente os negócios da família Fontana?
A voz gélida a fez estremecer levemente. Uma inquietação sombria começou a tomar conta dela.
— Você...

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...