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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 607

Naiara já podia sentir claramente o calor e a excitação que emanavam do corpo dele. Sabia que, se parassem ali, ela não sofreria tanto, mas a dor para ele seria quase insuportável.

Como ela poderia suportar vê-lo sofrer daquela forma?

Com isso em mente, Naiara deslizou a mão discretamente em direção à região mais sensível do corpo dele.

Ao perceber o movimento, Afonso sobressaltou-se e afastou-se bruscamente, saindo de cima dela num salto.

Naiara umedeceu os lábios, ainda retendo o calor do beijo.

— Eu ajudo você.

Afonso respirou fundo duas vezes, tentando se acalmar.

— Não precisa.

— Mas você... — Os olhos de Naiara desceram furtivamente para a cintura dele.

Foi a primeira vez na vida que Afonso sentiu tanta vergonha que desejou cavar um buraco no chão e desaparecer.

— Eu resolvo isso sozinho!

Dizendo isso, ele pulou da cama descalço e correu para o banheiro.

Naiara sentou-se na cama, abraçando as cobertas. Não sabia descrever o que estava sentindo no coração; era como se tudo o que acabara de acontecer não passasse de um sonho.

Irreal e instável.

Meia hora depois.

Afonso saiu do banheiro.

Ele estava apenas com uma toalha enrolada na cintura.

Os olhares se cruzaram e, num instante, a distância entre eles pareceu ter encurtado drasticamente.

Naiara lançou-lhe um sorriso travesso.

— Você realmente tem um abdômen definido.

Afonso, por sua vez, demonstrou uma ousadia surpreendente.

— Quer tocar para ver?

Naiara brincou:

— Se não cobrar nada, eu toco.

— Não cobro dinheiro. Mas cobro um beijo por toque. Fechado?

Naiara nem hesitou.

— Fechado. De qualquer forma, quem sai no lucro sou eu.

Afonso aproximou-se da beirada da cama, inclinou-se e depositou um beijo leve nos lábios dela.

— Pode tocar.

Assim que Naiara estendeu a mão, o som de batidas na porta ecoou pelo quarto.

Naiara, sentindo-se como uma ladra pega no flagra, escondeu-se debaixo das cobertas num piscar de olhos.

Afonso espiou pelo olho mágico e abriu a porta imediatamente.

Era Gualter, que entrou sem sequer olhar quem havia aberto a porta e foi direto para o interior do quarto.

— Rola.

— Qual?

— O que você quer?

— O que eu pedir, você me dá?

— Sim.

Gualter olhou por cima do ombro para Naiara.

— Se no futuro a situação fugir do controle e for inevitável, reduza os danos a ela ao mínimo absoluto.

Afonso não hesitou nem por uma fração de segundo.

— Sem problema.

— Tem mais uma coisa — Gualter adotou um tom raro de seriedade. — Eu não tenho segundas intenções com ela. Porque, desde o começo, eu a trato como minha irmã. Desde o dia em que ela me tirou daquela delegacia e me levou para casa, ela se tornou minha irmã, minha família. Dizendo isso, você fica mais tranquilo?

Afonso respondeu com serenidade:

— Fico.

— Ótimo. — Gualter repentinamente abriu um sorriso zombeteiro. — Mas, se na próxima vez você quiser que eu assista à partida, eu também não me importo.

— Cai fora — ordenou Afonso.

Quando Afonso voltou para a cama, viu que Naiara estava se preparando para levantar.

Ele subiu no colchão pelo outro lado e a puxou de volta para os seus braços.

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