Naiara já podia sentir claramente o calor e a excitação que emanavam do corpo dele. Sabia que, se parassem ali, ela não sofreria tanto, mas a dor para ele seria quase insuportável.
Como ela poderia suportar vê-lo sofrer daquela forma?
Com isso em mente, Naiara deslizou a mão discretamente em direção à região mais sensível do corpo dele.
Ao perceber o movimento, Afonso sobressaltou-se e afastou-se bruscamente, saindo de cima dela num salto.
Naiara umedeceu os lábios, ainda retendo o calor do beijo.
— Eu ajudo você.
Afonso respirou fundo duas vezes, tentando se acalmar.
— Não precisa.
— Mas você... — Os olhos de Naiara desceram furtivamente para a cintura dele.
Foi a primeira vez na vida que Afonso sentiu tanta vergonha que desejou cavar um buraco no chão e desaparecer.
— Eu resolvo isso sozinho!
Dizendo isso, ele pulou da cama descalço e correu para o banheiro.
Naiara sentou-se na cama, abraçando as cobertas. Não sabia descrever o que estava sentindo no coração; era como se tudo o que acabara de acontecer não passasse de um sonho.
Irreal e instável.
Meia hora depois.
Afonso saiu do banheiro.
Ele estava apenas com uma toalha enrolada na cintura.
Os olhares se cruzaram e, num instante, a distância entre eles pareceu ter encurtado drasticamente.
Naiara lançou-lhe um sorriso travesso.
— Você realmente tem um abdômen definido.
Afonso, por sua vez, demonstrou uma ousadia surpreendente.
— Quer tocar para ver?
Naiara brincou:
— Se não cobrar nada, eu toco.
— Não cobro dinheiro. Mas cobro um beijo por toque. Fechado?
Naiara nem hesitou.
— Fechado. De qualquer forma, quem sai no lucro sou eu.
Afonso aproximou-se da beirada da cama, inclinou-se e depositou um beijo leve nos lábios dela.
— Pode tocar.
Assim que Naiara estendeu a mão, o som de batidas na porta ecoou pelo quarto.
Naiara, sentindo-se como uma ladra pega no flagra, escondeu-se debaixo das cobertas num piscar de olhos.
Afonso espiou pelo olho mágico e abriu a porta imediatamente.
Era Gualter, que entrou sem sequer olhar quem havia aberto a porta e foi direto para o interior do quarto.
— Rola.
— Qual?
— O que você quer?
— O que eu pedir, você me dá?
— Sim.
Gualter olhou por cima do ombro para Naiara.
— Se no futuro a situação fugir do controle e for inevitável, reduza os danos a ela ao mínimo absoluto.
Afonso não hesitou nem por uma fração de segundo.
— Sem problema.
— Tem mais uma coisa — Gualter adotou um tom raro de seriedade. — Eu não tenho segundas intenções com ela. Porque, desde o começo, eu a trato como minha irmã. Desde o dia em que ela me tirou daquela delegacia e me levou para casa, ela se tornou minha irmã, minha família. Dizendo isso, você fica mais tranquilo?
Afonso respondeu com serenidade:
— Fico.
— Ótimo. — Gualter repentinamente abriu um sorriso zombeteiro. — Mas, se na próxima vez você quiser que eu assista à partida, eu também não me importo.
— Cai fora — ordenou Afonso.
Quando Afonso voltou para a cama, viu que Naiara estava se preparando para levantar.
Ele subiu no colchão pelo outro lado e a puxou de volta para os seus braços.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...