— Mesmo sabendo que o Afonso gostava de você, o Fábio não se importou, continuou correndo atrás de você como um cachorrinho. Que diferença ele tem de um capacho?!
O coração de Naiara deu um solavanco e sua respiração falhou.
Aquela era mesmo a sua melhor amiga?
— O quê? Ficou sem palavras? Atingi na mosca? Você...
As palavras cruéis foram subitamente interrompidas.
Um copo inteiro de bebida gelada foi atirado no rosto de Isadora.
Isadora congelou no lugar. O choque pareceu devolver-lhe um pouco de lucidez.
— Naiara...
Um dos homens que estava flertando com Isadora tentou apaziguar a situação.
— Calma, irmãzinhas, vamos apagar esse fogo. Vocês são amigas, não vamos brigar por pouca coisa. Vem cá, linda, senta aqui que eu vou servir uma bebida para você.
Naiara lançou-lhe um olhar cortante como gelo.
— Não me toque!
O homem recuou a mão, mas manteve um sorriso malicioso no rosto.
— Nossa, que bravinha! Assim você assusta a gente, gata.
Naiara o ignorou completamente e voltou-se para Isadora.
— O cérebro já clareou? Se não, ainda tem mais aqui para te ajudar a acordar.
O outro gigolô pegou um guardanapo e tentou secar o rosto de Isadora.
Ela bateu na mão dele com força. — Sai daqui!
O homem fechou a cara e saiu andando. Não estava sendo pago para aguentar desaforo.
O outro que ficou ainda tentou insistir, tentando bancar o diplomata:
— Ah, irmãzona, não seja tão agressiva. Tudo pode ser resolvido com uma boa conversa. Olha o estado em que você deixou a nossa Isadora.
Naiara já estava farta.
— Você morre se não falar com essa vozinha mansa? Faltam-lhe culhões?
O homem deu um pulo, ofendido.
— Tá dizendo que não sou homem?! Olha pra você, tão refinada, e falando tanta baixaria!
— Se achou baixaria, então dê o fora — retrucou Naiara secamente.
— Ah, é?! Pois eu não vou dar o fora! O que você vai fazer a respeito?!
Naiara não perdeu mais tempo com ele e olhou diretamente para Isadora.
— Vou perguntar pela última vez: você vai ou não vai embora comigo?
Naiara deu um sorriso frio.
— Acha que merece desculpas?
— Beleza, não quer pedir desculpas? — O homem pegou uma garrafa de conhaque da mesa. — Sem problema. Beba esta garrafa inteira e estamos quites.
O resto de consciência de Isadora gritou mais alto.
— Que bebida o quê?! Você tá maluco?!
O homem respondeu, revoltado: — Ela me humilhou, tomar uma bebida não é nada demais!
— Ela está grávida! Você quer fazer ela beber isso tudo?! Quer matar a criança?! — gritou Isadora.
O homem hesitou por um segundo, mas não desistiu de sua vingança.
— Grávida? Melhor ainda! Uma garrafa para as duas pessoas, vai, bebe!
Naiara levantou a mão e acertou um tapa estalado e furioso no rosto dele.
O homem viu estrelas. Quando se recuperou do golpe e tentou revidar, uma mão forte como aço agarrou sua garganta.
A força que Carlos aplicou quase quebrou o pescoço do sujeito.
O rosto de Carlos estava sombrio e sua voz era tão aterrorizante e fria quanto uma lâmina de gelo.
— Quer que eu beba com você?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...