Entrar Via

Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 573

Ela tocou a campainha por um longo tempo, mas ninguém veio abrir a porta. Naiara bateu e chamou várias vezes.

Uma vizinha saiu do apartamento ao lado.

— Quem você está procurando?

Naiara perguntou rapidamente: — Com licença, a senhora sabe se a moça que mora aqui voltou hoje?

A vizinha pensou por um momento.

— Acho que não a vejo há uns dois dias.

Uma onda de decepção tomou conta de Naiara. Será que Isadora não tinha voltado para Rio Belo?

Naiara bateu na porta mais algumas vezes, sem querer desistir, mas continuou sem resposta e teve que aceitar a situação. A preocupação começou a apertar seu peito.

E se realmente tivesse acontecido...

Não! Aquela garota era muito esperta, com certeza não tinha acontecido nada de ruim.

Enquanto quebrava a cabeça tentando pensar em uma solução, o celular de Naiara apitou com uma nova mensagem de texto. Era de um número desconhecido.

[Sua amiga está no Bar Mar de Estrelas, muito bêbada. Se puder, venha buscá-la. Afinal, este não é um bom lugar para ela. — Zuleica.]

Não era à toa que aquele número lhe parecia familiar. Era Zuleica.

Naiara salvou o contato na agenda imediatamente.

No bar.

Depois de enviar a mensagem, Zuleica continuou olhando discretamente para não muito longe dali, ainda preocupada.

A pessoa que a acompanhava na bebida era a única amiga com quem ainda conseguia conversar, Dália, que também havia trabalhado no Clube Exclusivo.

Dália havia deixado o clube três meses antes de Zuleica sair. Mas o motivo de sua saída foi completamente diferente.

Ambas haviam se tornado dondocas sustentadas por homens ricos, mas as semelhanças paravam por aí.

Zuleica havia aceitado ser amante porque nutria sentimentos pelo homem que a bancava. Dália, por outro lado, foi praticamente vendida.

O ex-namorado de Dália era viciado em jogos e estava afundado em dívidas. Para conseguir dinheiro, ele a dopou e a entregou para um empresário de mais de quarenta anos de Porto das Estrelas.

— Sofrendo? Aquilo não é sofrimento, é alegria pura! Olha como ela está sorrindo solta.

Zuleica deu um pequeno gole em seu uísque.

— Sorrir nem sempre significa estar feliz. Às vezes, é só a única coisa que nos resta fazer.

Dália virou uma grande taça de vinho tinto de uma vez.

— Como diz o ditado, a vida é curta e precisamos aproveitá-la ao máximo. Já que esse é o destino que nos deram, vamos apenas seguir a correnteza.

Zuleica deu um sorriso melancólico, sem dizer nada.

— Mas Zuleica, falando sério, tem umas coisas que eu preciso te avisar. — Dália continuou.

Zuleica já sabia exatamente o que ela ia dizer.

— Você realmente pretende continuar com esse Lucca para sempre? Pensa bem. Eu vejo as coisas com mais clareza que você, e esse cara não é lá grande coisa para você.

— Nós duas somos amantes mantidas por outros homens. Mas olha só como o Valdemar me banca, e olha como o tal do Lucca te trata.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê