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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 567

Exatamente como o esperado.

A figura alta e esguia que emergiu do crepúsculo caminhava a passos lentos, carregando uma aura imponente, digna de um rei.

Afonso Xavier usava um sobretudo preto. Suas feições eram frias, mas, ao repousar os olhos em Naiara Jasmim, o olhar mantinha a mesma ternura de sempre.

— Como quer lidar com ele?

Pedro Jasmim debatia-se há um bom tempo, mas não conseguia se soltar.

— Ei! Tem coragem de segurar o jovem mestre assim?! Tá cansado de viver, é?!

Naiara deu-lhe um forte peteleco na testa.

— Isso é para você parar de escândalo.

Pedro fez uma careta de dor.

— Irmã, dá pra mandar esse cara me soltar primeiro? Estou passando a maior vergonha aqui.

— Ah, então você ainda se importa com vergonha? Achei que já não tivesse um pingo de cara de pau.

— Que exagero! Como assim não tenho cara de pau? Só sou um pouco mais folgado com você porque, afinal, você é minha irmã. Eu até estava pensando que, quem sabe, no futuro, nós poderíamos...

Poderíamos o quê? Pedro não chegou a completar a frase.

José mudou a pegada e agarrou Pedro com força pela nuca.

— Tem a audácia de ameaçar a minha musa?

Pedro berrou de dor.

— Irmã, irmã! Eu errei, tá bom?! Não faço mais, não vou mais te ameaçar! Manda ele me soltar rápido, meu pescoço vai quebrar!

Foi só então que Naiara olhou para José.

— Solte-o.

José afrouxou o aperto.

Pedro saltou rapidamente para trás de Naiara, esbravejando contra José.

— Você me paga!

José arqueou a sobrancelha, em tom de desafio.

— Estarei à disposição quando quiser.

Afonso encarou Pedro com uma expressão gélida.

— Que esta seja a última vez que o vejo importunando sua irmã.

Pedro abriu a boca para retrucar, mas conteve-se.

Um homem esperto sabe a hora de recuar. Melhor engolir essa por enquanto.

Naiara franziu o cenho, virando-se para Afonso.

— Por que você veio? Ainda está machucado, não deveria estar andando por aí.

Quitéria interveio rapidamente.

— Fui eu quem mandou mensagem para o Sr. Afonso. Fiquei com medo de que tentassem te prejudicar, então achei melhor avisá-lo.

Naiara já não sabia a quem culpar.

Esqueça.

O clima pesou subitamente.

José tentou intervir algumas vezes, mas recuou, percebendo que não era o momento.

Na verdade, quando o patrão decidiu sair de casa, José também foi totalmente contra.

Com ferimentos tão sérios, como ele poderia se expor assim?

Mas bastava o assunto envolver Naiara para que o Sr. Afonso perdesse completamente a razão e o bom senso.

Os lábios de Afonso formaram uma linha rígida. Ele permaneceu em silêncio por um longo tempo antes de finalmente falar.

— O que você quer dizer é que fui um intrometido?

Naiara o encarou fixamente.

— Sim! É exatamente isso! Sou perfeitamente capaz de resolver os meus próprios problemas. Não preciso que você apareça a qualquer momento como se fosse meu guarda-costas!

Afonso lançou um olhar cortante na direção de Pedro.

— Deixar-se encurralar daquela forma é o que você chama de 'resolver'?

— Isso é problema meu! Eu tenho os meus métodos!

José já não aguentava mais ouvir aquilo.

Como ela podia comparar o patrão a um guarda-costas?

— Srta. Naiara, o patrão só fez isso porque estava muito...

— Cale a boca! — os olhos gélidos de Naiara fuzilaram o assistente. — E você! Não vive dizendo que se preocupa com a saúde do seu patrão?! Então como o deixou sair?! Não sabe o que significa impedi-lo?!

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