Exatamente como o esperado.
A figura alta e esguia que emergiu do crepúsculo caminhava a passos lentos, carregando uma aura imponente, digna de um rei.
Afonso Xavier usava um sobretudo preto. Suas feições eram frias, mas, ao repousar os olhos em Naiara Jasmim, o olhar mantinha a mesma ternura de sempre.
— Como quer lidar com ele?
Pedro Jasmim debatia-se há um bom tempo, mas não conseguia se soltar.
— Ei! Tem coragem de segurar o jovem mestre assim?! Tá cansado de viver, é?!
Naiara deu-lhe um forte peteleco na testa.
— Isso é para você parar de escândalo.
Pedro fez uma careta de dor.
— Irmã, dá pra mandar esse cara me soltar primeiro? Estou passando a maior vergonha aqui.
— Ah, então você ainda se importa com vergonha? Achei que já não tivesse um pingo de cara de pau.
— Que exagero! Como assim não tenho cara de pau? Só sou um pouco mais folgado com você porque, afinal, você é minha irmã. Eu até estava pensando que, quem sabe, no futuro, nós poderíamos...
Poderíamos o quê? Pedro não chegou a completar a frase.
José mudou a pegada e agarrou Pedro com força pela nuca.
— Tem a audácia de ameaçar a minha musa?
Pedro berrou de dor.
— Irmã, irmã! Eu errei, tá bom?! Não faço mais, não vou mais te ameaçar! Manda ele me soltar rápido, meu pescoço vai quebrar!
Foi só então que Naiara olhou para José.
— Solte-o.
José afrouxou o aperto.
Pedro saltou rapidamente para trás de Naiara, esbravejando contra José.
— Você me paga!
José arqueou a sobrancelha, em tom de desafio.
— Estarei à disposição quando quiser.
Afonso encarou Pedro com uma expressão gélida.
— Que esta seja a última vez que o vejo importunando sua irmã.
Pedro abriu a boca para retrucar, mas conteve-se.
Um homem esperto sabe a hora de recuar. Melhor engolir essa por enquanto.
Naiara franziu o cenho, virando-se para Afonso.
— Por que você veio? Ainda está machucado, não deveria estar andando por aí.
Quitéria interveio rapidamente.
— Fui eu quem mandou mensagem para o Sr. Afonso. Fiquei com medo de que tentassem te prejudicar, então achei melhor avisá-lo.
Naiara já não sabia a quem culpar.
Esqueça.
O clima pesou subitamente.
José tentou intervir algumas vezes, mas recuou, percebendo que não era o momento.
Na verdade, quando o patrão decidiu sair de casa, José também foi totalmente contra.
Com ferimentos tão sérios, como ele poderia se expor assim?
Mas bastava o assunto envolver Naiara para que o Sr. Afonso perdesse completamente a razão e o bom senso.
Os lábios de Afonso formaram uma linha rígida. Ele permaneceu em silêncio por um longo tempo antes de finalmente falar.
— O que você quer dizer é que fui um intrometido?
Naiara o encarou fixamente.
— Sim! É exatamente isso! Sou perfeitamente capaz de resolver os meus próprios problemas. Não preciso que você apareça a qualquer momento como se fosse meu guarda-costas!
Afonso lançou um olhar cortante na direção de Pedro.
— Deixar-se encurralar daquela forma é o que você chama de 'resolver'?
— Isso é problema meu! Eu tenho os meus métodos!
José já não aguentava mais ouvir aquilo.
Como ela podia comparar o patrão a um guarda-costas?
— Srta. Naiara, o patrão só fez isso porque estava muito...
— Cale a boca! — os olhos gélidos de Naiara fuzilaram o assistente. — E você! Não vive dizendo que se preocupa com a saúde do seu patrão?! Então como o deixou sair?! Não sabe o que significa impedi-lo?!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...