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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 565

Pedro passou a mão pelos cabelos bagunçados.

— Não é isso, minha irmã não me ligou.

Luciana não acreditou em uma palavra.

— E como você sabia onde eu estava?

— Eu segui você, ué.

Luciana travou.

— Você me seguiu?

— Pois é, eu segui. Nesses últimos dias, você vive se arrumando toda, batendo ponto na academia, voltando para casa, subindo na balança e provando mil roupas. Tudo isso com aquele sorrisinho bobo de apaixonada. Eu bati o olho e vi que boa coisa não era.

Luciana deu um tapa nas costas dele.

— Olha só que audácia! Agora deu para seguir a própria mãe?

Pedro fez uma careta de desprezo.

— Se eu não ficasse de olho, vai saber se um dia você não caía na lábia de travesseiro desses michês e entregava todo o patrimônio da família Jasmim de bandeja para eles.

Luciana ferveu de raiva.

— Você acha que eu sou tão burra assim?

Pedro zombou.

— Uma mulher que já está quase na menopausa brincando de namorinho com um moleque que tem idade para ser seu filho. Se isso não é ser burra, então o que é? Você...

Plaft.

Luciana acertou um tapa em cheio no rosto de Pedro.

Era a primeira vez que ela levantava a mão para ele.

Pedro ficou atordoado com o golpe.

Luciana o repreendeu sem a menor piedade.

— Pedro! Escute bem! Não é você quem vai ditar o que eu posso ou não fazer da minha vida. Se você tem tanta capacidade assim, por que não toma jeito e assume o controle da família Jasmim? Em vez disso, vive feito um playboy mimado e inútil. Se eu deixasse todo o patrimônio da família Jasmim nas suas mãos agora, você torraria até o último centavo! Sendo assim, prefiro gastar o dinheiro eu mesma! Vou gastar o quanto eu quiser e puder, e o que sobrar vai ser o seu!

Tsc.

Naiara suspirou mentalmente.

Essa sim era a verdadeira Luciana. Realista e direta.

Fria e implacável.

Antes, Naiara achava que Luciana era insensível apenas com ela.

Depois, descobriu que a mulher também não tinha sentimentos pelo próprio marido.

E agora via que não poupava nem mesmo o filho.

— Se não quer entrar no túmulo, vá procurar um hotel para dormir.

— Eu não tenho dinheiro. Já te contei na última vez, ela bloqueou todos os meus cartões. Disse que não vai me dar um tostão até que eu aceite aprender a administrar os negócios.

— Então aprenda.

— Eu não quero aprender. Eu quero mesmo é ser um encostado. Ter o que comer, o que beber e não precisar usar o cérebro para nada. Tem vida melhor?

Naiara quase riu dessa vez.

Ela segurou a expressão e parou de andar.

— Pedro.

Pedro achou que ela tinha amolecido o coração e se aproximou, animado.

— Você deixou?

— Eu ia dizer que, se o papai ainda estivesse vivo, ele morreria de desgosto vendo no que você se transformou.

Pedro deu de ombros, indiferente.

— Eu já sabia que o pai tinha desistido de mim. Senão, por que ele teria me feito aquela pergunta um dia?

Naiara parou por um instante.

— Que pergunta?

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