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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 563

Talvez por já ter passado do horário de pico do jantar, o restaurante não estava muito lotado.

A mente de Quitéria ainda tentava processar a frase "Ela é minha mãe", mas, assim que viraram o corredor, deram de cara com eles de novo.

Luciana e o novinho estavam sentados, pedindo o jantar.

Ao ver Naiara, Luciana travou por um segundo e murmurou com ódio:

— Parece que o inferno é pequeno demais!

Naiara passou por ela com um sorriso de canto.

Luciana detestava aquela postura superior e indiferente dela e até pensou em disparar alguns desaforos.

Mas, com o garoto ali, teve que se conter.

Se fizesse um escândalo de verdade, a situação ficaria feia para o lado dela também.

Naiara e Quitéria escolheram uma mesa mais isolada num canto.

O lugar era perfeito.

Silencioso e fora do campo de visão de Luciana.

Caso contrário, a presença dela estragaria o apetite.

Depois de fazerem os pedidos, Quitéria não aguentou e perguntou:

— Srta. Naiara, a relação com a sua mãe... não parece ser muito boa.

Naiara segurava um copo de água quente para aquecer as mãos.

— Já que saímos da empresa, esqueça o 'Srta. Naiara'. Me chame apenas de Naiara. Soa muito estranho.

Quitéria hesitou um pouco.

— Certo.

Naiara tomou um gole de água, sentindo o estômago aquecer instantaneamente.

A temperatura em Rio Belo estava caindo cada vez mais.

Ao ver os aperitivos trazidos pelo garçom, Naiara inevitavelmente se lembrou de Isadora Coelho.

Aquele era um dos pratos favoritos de Isadora.

Ela se perguntou como as coisas estariam entre Isadora e Fábio agora.

Naiara até teve vontade de ligar para ela, mas no fim decidiu não fazê-lo.

Agora, havia uma espécie de barreira invisível entre as duas; já não podiam conversar sobre tudo como antes.

— ... Naiara? — chamou Quitéria, vendo que ela estava distraída.

Naiara voltou a si e sorriu levemente.

— Ela é minha mãe adotiva. Em teoria, eu deveria chamá-la de mãe.

O rosto de Naiara assumiu uma expressão de leve melancolia.

— Mas ela nunca me aceitou como filha. No meu coração, ela já morreu. Então, hoje, somos praticamente estranhas.

Ou talvez pior do que estranhas.

Quitéria perguntou:

— Quem é aquele que está batendo?

Naiara cruzou os braços, observando a cena.

— O filho biológico dela. Meu irmão.

— Pelo visto, ele está espancando o cara até a morte. Se continuar assim, vai acabar matando ele! — disse Quitéria.

Era uma possibilidade real.

Aquele moleque do Pedro, quando começava a bater, não tinha limites nem noção de força.

Quando Luciana tentou separá-los, quase levou um soco de tabela.

— Pedro! Você enlouqueceu?! — berrou Luciana, furiosa.

Mas os punhos de Pedro não paravam.

— Seu merda! Gostou de bancar o gigolô, foi?! Se eu não te matar hoje, mudo de nome!

Percebendo que não conseguiria contê-lo sozinha, Luciana entrou em desespero, olhou ao redor e correu até Naiara para pedir socorro.

— Ajuda a separar! Se não, ele vai acabar matando o cara de verdade.

Naiara deu de ombros, indiferente.

— Se morrer, morreu. Não sou eu quem vai responder por homicídio.

— Naiara! Tenha um pingo de consciência! O Pedro ainda é seu irmão. Se ele for preso por assassinato, o que você ganha com isso?!

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