Celular?
— De onde você tirou um celular?
Naiara até havia pensado em comprar um para Natália, mas ainda não tivera tempo.
Natália puxou um aparelho novo debaixo do outro lado do travesseiro.
— Olha, o tio mandou entregar. Ele disse que era um prêmio por eu ser tão corajosa.
Tinha sido Afonso Xavier.
O coração de Naiara amoleceu.
— Gostou do presente?
Natália apertou o celular contra o peito.
— Amei! Porque foi o tio quem me deu.
Naiara riu.
— Você gosta tanto assim do seu tio?
— Gosto! Eu gosto dele porque ele é bom para você.
Naiara repreendeu-a, mas com carinho:
— Que garotinha mais esperta, pare de inventar coisas.
Natália esticou o pescoço para espiar a porta.
— Tia, por que o tio não veio?
Como não podia contar sobre o ferimento de Afonso, Naiara precisou improvisar uma desculpa.
— Ele está muito sobrecarregado de trabalho nestes últimos dias, não teve tempo de passar aqui.
— Ah, entendi — disse Natália, resignada.
Naiara tocou de leve a testa da menina.
— A minha visita não basta? Tem que ser o tio?
Natália abriu um sorriso largo.
— Claro que basta! Se eu pudesse, queria você vinte e quatro horas por dia comigo.
Uma sombra fugaz de tristeza passou por seu rostinho.
— Mas eu sei que você tem as suas coisas para resolver. E você está esperando um bebê, não pode ficar comigo o tempo todo. Por isso, a Natália tem que ser uma menina muito boazinha, para a tia não se preocupar.
Naiara sentou-se na beirada da cama e puxou a menina para um abraço apertado.
— Já que você é tão boazinha, a tia também vai te dar um prêmio, que tal?
Natália inclinou a cabeça.
De repente, Natália se jogou nos braços de Naiara, chorando compulsivamente.
— Obrigada, tia! Eu vou retribuir tudo isso, eu prometo que vou!
Naiara a acalmou, o peito apertado de afeto.
— Está bem, então cresça forte e saudável. Estarei esperando a sua retribuição.
Depois de passar um bom tempo com Natália, Naiara desceu até a recepção para adicionar mais dinheiro no cartão de internação, temendo que o saldo estivesse baixo.
A recepcionista verificou o saldo no sistema e a olhou, surpresa.
— Srta. Naiara, a senhora quer mesmo fazer outro depósito? O saldo já é mais do que suficiente.
Naiara franziu o cenho, confusa.
— Eu não coloquei muito na última vez.
— Como não? Oitocentos mil reais não é pouco.
Naiara estancou.
Oitocentos mil?
Na primeira vez, ela havia depositado apenas cem mil.
De onde surgiram aqueles oitocentos mil?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...