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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 543

José respondeu com certa relutância.

— Disse que, assim que a lesão no pé melhorar, virá focar em sua carreira aqui em Rio Belo.

Focar na carreira em Rio Belo?

Estava mais do que claro que ela vinha atrás de Afonso.

— Ela machucou o pé? — questionou Naiara.

— Sim, torceu o tornozelo durante um ensaio de dança. O jovem mestre até voltou a Porto das Estrelas por causa disso. Ah!

José fez questão de acrescentar com ênfase:

— Foi naquela vez em que ele perdeu a cabeça de tanta raiva.

Naiara piscou, levemente surpresa.

— Perdeu a cabeça como?

— Lembra de quando o Wilson te deu um tapa no hospital? O jovem mestre descobriu e mandou o porto interceptar uma carga de bilhões do Wilson, só para te vingar.

Naiara não disse mais nada.

A conversa terminou de forma abrupta.

Naiara preparou três pratos simples.

Espinafre refogado com alho, fígado acebolado e robalo no vapor.

José ficou com água na boca só de sentir o aroma.

Naiara pegou outro prato e separou porções de cada receita, tirando cuidadosamente a carne da barriga do peixe para remover as espinhas.

Em seguida, virou-se para José e disse:

— O que sobrou na panela é seu.

— E você? — perguntou ele.

— Não estou com fome.

José pensou um pouco e balançou a cabeça.

— Então eu não posso comer. Se eu comer e te deixar com fome, o jovem mestre vai me arrancar a pele quando descobrir.

— Eu estarei aqui para garantir que não faça isso.

Aquelas palavras de Naiara carregavam tanta autoridade que a coragem de José aumentou instantaneamente.

O jovem mestre podia ignorar as desculpas de qualquer um, mas nunca dizia uma palavra de repúdio contra a sua deusa.

Naiara levou a bandeja com a comida para o quarto.

Afonso tinha acabado de acordar.

Ao sentir o cheiro da comida, em vez de relaxar, ele franziu o cenho.

— Você foi para a cozinha?

Naiara colocou a bandeja na mesa de cabeceira.

— Você disse que a comida do José nem cachorro come, e você não tem como cozinhar agora. Eu não ia deixar você viver de delivery. E não se preocupe comigo na cozinha; outras mulheres grávidas também preparam a própria refeição. Eu não sou tão frágil assim.

Sua fala soou dominadora e irredutível.

Afonso tentou se sentar, fazendo um grande esforço.

A ferida realmente causava pontadas de dor quando ele movimentava os braços.

Mas Afonso não queria dar tanto trabalho a Naiara.

— Eu mesmo posso comer. Machuquei as costas, não as mãos.

Naiara não respondeu à recusa. Apenas pegou um bocado de comida com os talheres e levou aos lábios dele.

— Abra a boca.

Sem alternativa frente ao tom dela, Afonso obedeceu.

Hoje, ela parecia um tanto autoritária.

Mas ele não odiava aquela sensação.

Pelo contrário... achava excelente ser cuidado por ela.

O talento culinário de Naiara sempre fora indiscutível.

O apetite de Afonso, que até então parecia nulo, repentinamente despertou.

— Eu quero provar o fígado.

— Você não disse que não gostava?

— Me deu vontade agora.

Naiara pegou um pedaço com o talher.

— Se achar o gosto ruim, cuspa.

Ao dizer isso, ela abriu a palma da mão direita e a colocou logo abaixo do queixo de Afonso, pronta para aparar a comida a qualquer momento caso ele não suportasse o sabor.

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