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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 513

As mãos de Afonso Xavier pararam de repente.

Mas, dois segundos depois, ele retomou o movimento calmo e metódico de descascar a maçã.

Seus lábios finos se moveram levemente. — Não sou.

Natália pareceu um pouco decepcionada.

— Ah? Eu achei que o titio fosse o Rhett da titia.

Mas logo a pequena voltou a sorrir, animada.

— É melhor ainda que o titio não seja.

Afonso a olhou. — Por quê?

— Porque o titio não é velho como o Rhett. E o mais importante: a Scarlett e o Rhett não terminam juntos no final, mas eu quero que a titia e o titio fiquem juntos. Titio, você gos...

— Natália! — Naiara Jasmim gritou, assustada.

O grito sobressaltou a menina.

Belmira não conseguiu segurar o riso.

— Natália tem problema de coração, não assuste a criança desse jeito.

Naiara sabia que havia agido por impulso.

Mas, se não a impedisse, aquela garotinha continuaria soltando verdades sem filtro. Ela já imaginava qual seria a próxima pergunta.

Ela e Afonso já haviam deixado tudo claro, não havia motivo para criar um clima constrangedor entre os dois. Mas Natália não entendia os ressentimentos do mundo dos adultos.

— Titia, aconteceu alguma coisa?

Por um momento, Naiara não conseguiu encontrar uma desculpa.

Afonso entregou a maçã descascada para Natália.

— Quando será a cirurgia da Natália?

— Amanhã à tarde — Naiara respondeu prontamente.

O Dr. Pereira estaria presente na sala de cirurgia, acompanhando todo o procedimento. Isso trazia um certo conforto ao coração de Naiara.

A vida e a morte eram caprichos do destino, mas ela ainda rezava para que a vida de Natália fosse prolongada.

— Tem medo? — Afonso perguntou à menina.

Natália deu uma mordida na maçã. — Não. Eu já morri várias vezes, não tenho mais do que ter medo.

— Isso mesmo. Corajosa.

— Titio.

— Hum?

— Você também pode vir quando eu for operar? Se eu conseguir sair daquela mesa de cirurgia, quero abrir os olhos e ver todos vocês. A titia, o titio, a vovó... seria como, seria como...

Afonso se preparou para ir atrás da enfermeira.

— Naiara, vá com o Afonso — Belmira pediu rapidamente.

Naiara não fez cerimônia.

— Tudo bem.

Na sala de doação de sangue.

A enfermeira puxou a manga da camisa de Afonso, deu alguns tapinhas na pele e amarrou o garrote.

Afonso cerrou o punho.

Sob a pele alva, as veias ficaram perfeitamente delineadas, saltando de forma proeminente como dragões adormecidos. Havia uma tensão iminente em seus braços, uma força contida que também exalava...

Uma atração magnética.

Até a enfermeira não resistiu e roubou alguns olhares a mais para o rosto incrivelmente bonito do homem.

*Tsc.*

As sobrancelhas de Afonso se uniram em uma careta no mesmo instante.

A enfermeira estava tão distraída que havia errado a veia com a agulha.

Assustada, ela começou a pedir desculpas freneticamente. — Perdão, me desculpe mesmo!

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