Adriana esperava ansiosamente no carro. Ao ver Carlos saindo, ela imediatamente abriu a porta, desceu e correu até ele, cheia de alegria.
Ao se aproximar, só então notou Naiara caminhando mais atrás. Um ressentimento profundo e sombrio brilhou em seus olhos.
— Naiara, você está bem?
Naiara a ignorou e perguntou a Carlos:
— Quem chamou a polícia?
— Não fui eu — respondeu Carlos.
Ele também estava louco para saber quem havia tomado a liberdade de acionar a polícia.
Naiara observou Adriana de soslaio.
Nada mau.
Fez progresso.
Já aprendeu a fingir estar calma.
Naiara perguntou a Carlos:
— Quem mais sabe sobre o meu sequestro?
— Eu, Igor, Adriana e, pelo visto, Afonso e o pessoal dele...
Carlos achava tudo aquilo muito estranho.
Como Afonso ficou sabendo?
Ele não havia mencionado uma única palavra sobre o assunto.
Naiara foi categórica.
— Não foi o Sr. Afonso nem o pessoal dele que chamou a polícia. Se não foi o Ronaldo nem você, então, Carlos, quem você acha que foi?
A primeira reação de Carlos não foi suspeitar de Adriana, mas sim questionar:
— Como você pode ter tanta certeza de que não foi o Afonso?
— Se eu digo que não foi, é porque com certeza não foi — rebateu Naiara.
Carlos sentiu uma pontada de irritação.
— Você parece confiar muito nele.
— E confio.
O peito de Carlos se apertou ainda mais com o ciúme.
— Por que você confia tanto nele?
— Porque ele vale a pena.
Carlos ficou tão furioso que perdeu as palavras.
No entanto, era estranho.
Por mais irritado que estivesse, não conseguia explodir com ela.
Especialmente ao ver o ferimento no pescoço de Naiara, sua raiva simplesmente evaporou.
Em vez disso, sentiu um aperto no coração.
— Vamos cuidar desse ferimento primeiro.
Depois de tratar o machucado, ele ainda tinha muitas perguntas para ela.
Grávida?
Desde quando?
Tomada pela indignação, ela também ergueu a mão para revidar.
Mas o tapa nunca acertou o alvo.
Porque Carlos a impediu.
Aquela intervenção doeu em Adriana muito mais do que o tapa de Naiara.
— Quando ela me bateu, por que você não a impediu?
Carlos manteve a expressão gelada:
— Foi você quem chamou a polícia?
— Não... — balbuciou Adriana.
— Se eu quiser descobrir quem chamou a polícia, é a coisa mais fácil do mundo. Consigo descobrir em questão de minutos. Então, é melhor você dizer a verdade. Porque se eu descobrir sozinho antes de você confessar, as consequências serão bem diferentes.
Adriana travou uma batalha mental por alguns segundos.
Cerrou os dentes.
— Fui... fui eu quem chamou a polícia.
Assim que as palavras saíram de sua boca, outro tapa estalou em seu rosto.
Dessa vez, foi Carlos quem bateu.
Um golpe muito mais alto e pesado do que o de Naiara.
Aquele tapa foi como uma faca cravada impiedosamente no coração de Adriana.
Foi a primeira vez que Carlos levantou a mão para ela.
Despedaçando qualquer resquício de esperança e satisfação que ela ainda guardava.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...