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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 478

Por instinto, Naiara gritou com plenos pulmões.

— Parado!

Ela mesma não sabia se estava gritando para o sequestrador ou para Ronaldo.

Mas já era tarde demais.

Ronaldo desferiu um chute letal que arremessou o sequestrador para trás.

E atrás dele, só havia o abismo.

Naiara assistiu, impotente, enquanto o homem despencava na escuridão.

Mas ela conseguiu ouvir o último grito dele antes de desaparecer.

— Cumpra a sua palavra!

Ela sabia que aquele grito era direcionado a ela.

Foi a primeira vez que Naiara testemunhou a passagem da vida para a morte bem diante dos seus olhos.

Em pânico, ela cambaleou alguns passos para trás.

— Naiara!

— Naiara!

Duas vozes ecoaram em uníssono.

Uma era de Carlos.

A outra era de Afonso.

Afonso... também estava ali?

O tropeço fez o corpo de Naiara pender perigosamente para o lado vazio da beirada.

Seu coração afundou.

Era hoje? Ela realmente iria morrer?

Mas em frações de segundo, uma força avassaladora amparou a sua cintura.

Sem nem entender o que estava acontecendo, Naiara foi empurrada para outro abraço seguro.

— Senhor Afonso!

— Afonso!

Mais duas vozes soaram ao mesmo tempo.

Naiara as reconheceu de imediato.

Uma era de José.

A outra era de Isadora.

Naiara virou o rosto para olhar e sentiu as pernas cederem de terror.

Nunca havia sentido um desespero tão absoluto.

Para conseguir empurrá-la para a segurança, Afonso perdeu o equilíbrio e caiu da beirada.

Por um milagre, José conseguiu agarrá-lo firmemente a tempo.

O primeiro instinto de Naiara foi correr até lá.

Mas Carlos a segurou.

— Ele não vai morrer, fique tranquila.

Só então Naiara percebeu que a pessoa que a havia amparado e a segurava agora era Carlos.

Os policiais se afastaram.

Carlos, com uma gentileza que nunca havia demonstrado antes, disse a Naiara:

— Eu te levo ao hospital para cuidar desses ferimentos.

A mente de Carlos estava obcecada com a história da gravidez.

Ele precisava tirar aquela história a limpo.

Carlos segurou o pulso de Naiara com a intenção de levá-la embora.

Mas a outra mão dela foi imediatamente segurada por Afonso.

A palma dele era quente, trazendo aquela sensação inconfundível de segurança que ela conhecia tão bem.

Mas Naiara, por alguma razão, sentiu medo de segurar de volta.

No momento em que o viu despencar daquele prédio, o seu mundo quase desabou.

Naquele segundo, Naiara preferia que quem tivesse caído fosse ela.

Se acontecesse uma tragédia com Afonso.

Ela seria uma pecadora que jamais mereceria perdão.

— Senhor Carlos, a Naiara faz parte da minha empresa. É natural que eu me responsabilize por ela. Não precisa se incomodar — declarou Afonso.

Carlos apertou o braço de Naiara ainda mais forte.

— Posso não ser mais o marido dela, mas ainda somos amigos. Além disso, fui eu quem chegou primeiro para salvá-la. Sugiro que o Senhor Afonso solte a mão dela.

Afonso não soltou.

Sob sua expressão serena, escondia-se a calmaria que precede uma tempestade aterradora.

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