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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 455

Com passos longos e calculados, o homem caminhou até o sofá e sentou-se ao lado de Afonso.

Ele lançou um olhar avaliativo para a expressão carrancuda de Fábio.

— Pelo visto, cheguei em uma péssima hora.

Afonso estendeu-lhe um copo de bebida. — Ele acabou de brigar com a Isadora. O humor dele não está dos melhores.

O homem, cuja expressão parecia esculpida em gelo, deu um sorriso quase imperceptível.

— O senhor Fábio também perde a compostura para brigar com mulheres?

Fábio, ainda fervendo de raiva, devolveu na mesma moeda.

— E você? Vai me dizer que nunca discutiu com uma mulher?

O homem não se ofendeu com a provocação.

— Até gostaria. Mas não tenho oportunidades...

A frase carregava entrelinhas densas e indecifráveis.

Ninguém se atreveu a perguntar o que aquilo significava.

Ele então virou o rosto e, passando o olhar por Afonso, focou em Naiara.

— Senhorita Naiara. É um prazer conhecê-la.

Naiara ficou um pouco surpresa.

— Você sabe quem eu sou?

— Originalmente, não. Mas o Afonso fez questão de falar de você tantas vezes na minha cabeça que foi impossível não saber.

A forma como ele disse aquilo soou um pouco incomum.

Afonso fez as honras.

— Naiara, este é o Cícero. Cícero, Naiara.

Ela estendeu a mão com educação. — Muito prazer.

Cícero apenas olhou para a mão estendida dela com indiferença.

— Peço desculpas, mas não aperto a mão de mulheres.

Ah.

Naiara recolheu a mão, ligeiramente constrangida.

Misofobia?

Ou algum tipo de juramento de castidade moderna?

Afonso franziu a testa levemente, o tom ganhando um aviso sutil.

— Cícero. Não passe dos limites.

Cícero apenas bufou com elegância.

— Não é à toa que o Fábio diz que você troca os amigos por mulher. Parece que é verdade.

Ao invés de se irritar, Afonso sorriu com frieza.

— E então? Quer levar uma surra igual ao Fábio?

Ao ouvir isso, Fábio se inclinou para frente, esquecendo a raiva por um instante.

— Opa! Falando nisso, sempre fomos eu e você, Afonso, ou eu e o Cícero lutando. Vocês dois nunca tiveram um combate oficial a sério. Que tal resolverem isso agora?

— Não há necessidade — Cícero disse de forma monótona. — No máximo, daríamos empate.

— Tsc — Fábio estalou a língua. — O Afonso treina artes marciais desde que aprendeu a andar. Você tem muita audácia de dizer que empataria com ele.

Quem diria que uma mulher casada ainda teria reações tão tímidas e puras? Divertidíssimo.

Fábio abriu a boca para continuar a provocação.

De repente, uma mão grande e firme agarrou a nuca dele como uma garra de aço.

Uma dor aguda subiu pela espinha.

Fábio contorceu o rosto de dor.

— Afonso, devagar, devagar! Eu parei de provocar, juro que parei!

Afonso soltou a nuca dele lentamente.

— Sente-se do outro lado.

Fábio obedeceu, esfregando o pescoço e sentando-se no sofá em frente.

Mas assim que encostou no estofado, piscou para Naiara com um sorriso que implorava por um tapa na cara.

Naiara trincou os dentes, pegou uma tangerina da fruteira da mesa e atirou nele.

Fábio pegou a tangerina no ar, descascou, jogou um gomo na boca e fez o movimento ameaçando jogar o resto nela.

Naiara encolheu os ombros, esperando o impacto.

Mas Fábio não jogou.

Estava apenas tentando assustá-la.

De repente, Afonso se inclinou e sussurrou algo bem baixinho no ouvido de Naiara.

Ao ouvir, ela abriu um sorriso sombrio, estalou os dedos e avançou na direção de Fábio com os punhos cerrados.

Não demorou muito para que a sala VIP fosse preenchida pelos gritos de Fábio pedindo misericórdia.

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