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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 451

Magnus...

Naiara Jasmim murmurou o nome, quase como se o testasse na língua.

Belmira percebeu a mudança repentina e sentiu um aperto no peito.

— Naiara, o que foi? O que aconteceu?

Exatamente naquele momento, Afonso Xavier entrava na sala após lavar a louça. Ao ouvir o tom nervoso de Belmira, ele apressou os passos.

Vendo Naiara com o olhar perdido, ele tocou levemente em seu ombro.

— Naiara?

Ela demorou a voltar a si.

As lágrimas, porém, já escorriam pelo seu rosto, impossíveis de controlar.

Embora nunca tivesse visto aquele homem na vida, ouvir o nome dele a deixou extremamente vulnerável.

Seria esse o peso dos laços de sangue?

— Madrinha...

Belmira, aflita, temeu ter dito algo errado. — Estou aqui, minha querida. Conta para mim, o que houve?

Afonso, com gestos contidos e elegantes, pegou um lenço de papel e secou as lágrimas dela.

— Você está sentindo alguma dor?

Naiara puxou o ar profundamente.

— O meu pai biológico... o nome dele é Magnus.

Afonso e Belmira congelaram ao mesmo tempo.

Afonso foi o primeiro a ponderar: — Será que não é apenas um homônimo?

— Não, não pode ser! — Belmira afirmou com absoluta convicção. — Desde a primeira vez que bati os olhos em Naiara, tive uma sensação estranha de familiaridade. Os traços dela, a postura, a aura... são idênticos aos daquele homem que eu conheci.

— Naquela época, ele tinha beirando os trinta anos, quase a mesma idade que a Naiara tem agora. O formato dos olhos e das sobrancelhas... é inegável.

Para Naiara, foi como ver o primeiro raio de sol após uma longa tempestade. Ela agarrou as mãos de Belmira com força.

— Madrinha, você consegue encontrá-lo? Sabe onde ele está?

Belmira balançou a cabeça, com um olhar cheio de pesar.

— Nós perdemos totalmente o contato. Ele simplesmente desapareceu do mapa e, até hoje, nunca mais deu as caras.

— Foi só ao olhar para você que as memórias dele voltaram. Por isso imaginei que ele devesse ter se casado e formado uma família.

Uma onda de decepção tomou conta de Naiara.

— Ah, espere! Acho que tenho uma foto dele guardada.

Sem perder tempo, Belmira abriu a porta de um antigo móvel de madeira. Na última gaveta, debaixo de alguns papéis, tirou uma pequena caderneta.

Ao abri-la, uma fotografia escorregou para fora.

A razão dizia a Afonso que era impossível ter certeza apenas com base em um nome e uma semelhança física.

Mas ele engoliu as palavras racionais que estavam na ponta da língua.

Se aquela foto amarelada era capaz de trazer esperança para a vida de Naiara, então ele a trataria como a mais absoluta verdade.

No caminho de volta, Naiara não tirou os olhos da fotografia nem por um segundo.

Para aliviar a tensão no carro, Afonso quebrou o silêncio.

— Agora eu sei que aquele ditado de que as filhas puxam a aparência dos pais é a mais pura verdade.

Mesmo não podendo vê-lo em carne e osso, Naiara estava radiante.

Sua mãe havia lhe dado o nome. E agora, sua madrinha havia lhe dado um rosto.

Eram pequenos passos em direção à esperança.

Ela tinha certeza de que, um dia, os dois se encontrariam.

Naiara inclinou a cabeça, os lábios curvados em um sorriso suave.

— O que você acha que o meu pai faz da vida?

Afonso pensou por um momento.

— Provavelmente é um homem destinado a grandes feitos.

— E como você concluiu isso?

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