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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 435

Wilson entrelaçou as mãos. Pela primeira vez, transparecia a culpa e o amor genuíno de um pai por sua filha.

— Case-se com a Adriana.

O canto da boca de Carlos curvou-se em um sorriso.

Um sorriso cínico, cruel.

Wilson leu perfeitamente aquele olhar.

Mas agora ele não passava de um homem condenado em seus últimos estertores. A única coisa que lhe restava era apostar todo o patrimônio restante da família Fontana em uma última jogada.

Seria também a última coisa que faria por Adriana.

— O Grupo Fontana caiu, mas minha rede de contatos e minha infraestrutura ainda existem. Com a sua capacidade, você pode reerguer o negócio sob outro nome. Em pouco tempo, o setor de logística estará na palma da sua mão.

— Com isso, você poderá integrar as novas inovações da Tecnologia Vitalis no setor logístico. Uma união de gigantes. No futuro, você será dono de metade de Rio Belo.

— Carlos, não acredito que essa oferta não te interesse.

É claro que a oferta interessava.

Apenas que, do início ao fim, ele nunca tivera a menor intenção de se casar com Adriana.

Antes, fora por causa da pressão de Franciely. Ele não tivera escolha a não ser ceder.

Mas e agora...

— Vou pensar no assunto.

Se casar com Adriana lhe trouxesse lucros gigantescos, era algo a se considerar.

Wilson pareceu soltar o ar, aliviado.

— Me dê uma resposta logo. Você sabe, o meu tempo está acabando.

— Certo.

Carlos fez uma pausa de poucos segundos.

— Tem ideia de quem foi?

— Quem armou para mim?

— Isso.

O rosto de Wilson cobriu-se de ódio.

— Não sei, mas tem peixe grande envolvido. Uma pessoa comum jamais conseguiria ter acesso àquelas provas.

Carlos não desistia:

— Quem é o principal suspeito?

Wilson refletiu por um momento.

Com uma feição rígida, Carlos continuou em silêncio.

— Carlos. — Ao vê-lo dar meia-volta, Wilson o chamou. — Em consideração à ajuda que te dei para colocar as mãos na herança da família Lucca, peço que, se a Adriana cometer algum erro, pegue leve com ela.

Carlos murmurou um sim, ríspido e apressado.

Pouco depois de sair, Karina ligou.

— Carlos, não sei o que deu no César, não para de chorar! Volte para casa, rápido!

Tratando-se de César Lucca, Carlos não brincava em serviço.

O que o tirava do sério era ver que a mãe, da mesma forma que agia ao lado de Franciely, escandalizava e gritava por qualquer coisinha.

— Não sabe levá-lo ao hospital? Por acaso eu sou médico?

Só então Karina raciocinou.

— Tem razão. A Adriana e eu vamos levar o menino para o hospital agora. Vá para lá você também.

Carlos chegou às pressas ao hospital.

O médico já havia finalizado os exames.

Os resultados indicavam que estava tudo normal.

O médico concluiu que o bebê fora apenas vítima de um grande susto.

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