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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 401

Carlos Lucca queria ir embora, mas Zuleica o impediu.

— Você não está de cabeça fria agora. Fique mais um pouco. Espere a raiva passar para não agir por impulso.

Foi então que Carlos notou os machucados nas mãos de Zuleica.

E não era apenas um. Os cortes sangravam, provavelmente feitos ao recolher os cacos de vidro minutos antes.

E a unha quebrada, o que teria sido aquilo?

— O que aconteceu com a sua unha?

Zuleica não deu muita importância.

— Não é nada. Em alguns dias cresce de novo.

Carlos não insistiu.

— Sirva-me mais uma xícara de chá.

Zuleica preparou uma nova xícara e a entregou.

Carlos deu dois goles.

— Sabe quem forneceu as provas do atropelamento da Vitória?

Zuleica massageou os ombros dele com suavidade.

— Quem foi?

Um brilho cruel atravessou o olhar de Carlos.

— Wilson Fontana.

Zuleica parou por um instante. — O Sr. Wilson? O pai da Srta. Adriana? Como isso é possível? Você e a Srta. Adriana não estão de casamento marcado?

Carlos soltou uma risada fria.

— Qual você acha que é o objetivo dele com isso?

Zuleica ergueu levemente as sobrancelhas, um sorriso delineando os lábios.

— Bem, isso vai depender de qual é o verdadeiro objetivo do Sr. Wilson ao casar a Srta. Adriana com você.

A expressão de Carlos vacilou. O som que escapou de seus lábios carregava uma mistura complexa de emoções.

— Você pretende contar isso à matriarca?

Uma frieza implacável tomou os olhos de Carlos.

Um toque repentino do celular interrompeu seus pensamentos. Era a voz desesperada de Karina.

— Carlos, volte para casa agora mesmo! A sua avó acabou de desmaiar!

Com extrema indiferença, Carlos murmurou um "hum" e desligou a chamada.

Zuleica ficou observando as costas dele, momentaneamente atônita.

Ela ainda não conseguia decifrar os próximos passos de Carlos, mas a frieza e a crueldade no olhar dele ao partir a fizeram estremecer.

Carlos retornou à mansão em Baía Esmeralda.

Ao ouvir os passos, Karina correu até ele, baixando a voz.

— Ela acabou de pegar no sono. Fale baixo, não vá acordá-la, senão o mau humor volta com tudo.

Dizendo isso, puxou Carlos na ponta dos pés para dentro do quarto.

Assim que a porta se fechou, Karina suspirou aliviada.

Carlos a observou, irritado com aquela postura submissa.

— Você tem tanto medo assim dela?

Karina cerrou os dentes. — E como não ter? O humor dela muda do nada. Quando está irritada, eu viro o saco de pancadas! Só me resta engolir seco, não ouso dar um pio!

Carlos tirou o paletó e jogou-o de qualquer jeito sobre uma cadeira. Em seguida, acendeu um cigarro.

— Uma pena que tenha sido apenas um desmaio.

Karina não captou a insinuação de imediato. — Pois é. Assim que ela soube que Vitória foi indiciada e que pode pegar anos de cadeia, a pressão subiu de vez e ela apagou. Eu também...

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