Carlos Lucca queria ir embora, mas Zuleica o impediu.
— Você não está de cabeça fria agora. Fique mais um pouco. Espere a raiva passar para não agir por impulso.
Foi então que Carlos notou os machucados nas mãos de Zuleica.
E não era apenas um. Os cortes sangravam, provavelmente feitos ao recolher os cacos de vidro minutos antes.
E a unha quebrada, o que teria sido aquilo?
— O que aconteceu com a sua unha?
Zuleica não deu muita importância.
— Não é nada. Em alguns dias cresce de novo.
Carlos não insistiu.
— Sirva-me mais uma xícara de chá.
Zuleica preparou uma nova xícara e a entregou.
Carlos deu dois goles.
— Sabe quem forneceu as provas do atropelamento da Vitória?
Zuleica massageou os ombros dele com suavidade.
— Quem foi?
Um brilho cruel atravessou o olhar de Carlos.
— Wilson Fontana.
Zuleica parou por um instante. — O Sr. Wilson? O pai da Srta. Adriana? Como isso é possível? Você e a Srta. Adriana não estão de casamento marcado?
Carlos soltou uma risada fria.
— Qual você acha que é o objetivo dele com isso?
Zuleica ergueu levemente as sobrancelhas, um sorriso delineando os lábios.
— Bem, isso vai depender de qual é o verdadeiro objetivo do Sr. Wilson ao casar a Srta. Adriana com você.
A expressão de Carlos vacilou. O som que escapou de seus lábios carregava uma mistura complexa de emoções.
— Você pretende contar isso à matriarca?
Uma frieza implacável tomou os olhos de Carlos.
Um toque repentino do celular interrompeu seus pensamentos. Era a voz desesperada de Karina.
— Carlos, volte para casa agora mesmo! A sua avó acabou de desmaiar!
Com extrema indiferença, Carlos murmurou um "hum" e desligou a chamada.
Zuleica ficou observando as costas dele, momentaneamente atônita.
Ela ainda não conseguia decifrar os próximos passos de Carlos, mas a frieza e a crueldade no olhar dele ao partir a fizeram estremecer.
Carlos retornou à mansão em Baía Esmeralda.
Ao ouvir os passos, Karina correu até ele, baixando a voz.
— Ela acabou de pegar no sono. Fale baixo, não vá acordá-la, senão o mau humor volta com tudo.
Dizendo isso, puxou Carlos na ponta dos pés para dentro do quarto.
Assim que a porta se fechou, Karina suspirou aliviada.
Carlos a observou, irritado com aquela postura submissa.
— Você tem tanto medo assim dela?
Karina cerrou os dentes. — E como não ter? O humor dela muda do nada. Quando está irritada, eu viro o saco de pancadas! Só me resta engolir seco, não ouso dar um pio!
Carlos tirou o paletó e jogou-o de qualquer jeito sobre uma cadeira. Em seguida, acendeu um cigarro.
— Uma pena que tenha sido apenas um desmaio.
Karina não captou a insinuação de imediato. — Pois é. Assim que ela soube que Vitória foi indiciada e que pode pegar anos de cadeia, a pressão subiu de vez e ela apagou. Eu também...

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...