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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 399

Assim que disse isso, Naiara se arrependeu um pouco. Ainda não era o momento de revelar aquele segredo.

Felizmente, a mente de Carlos continuava presa à lógica anterior. — Você ainda duvida do César? Vai tentar dizer de novo que ele não é meu filho biológico? Não tem nenhum truque novo para me provocar?

Naiara sentiu vontade de rir, mas mudou de assunto propositalmente. — Não vou deixar o assunto da Vitória em paz. Nós nos vemos no tribunal.

Dizendo isso, Naiara deu um passo para sair. Carlos bloqueou seu caminho. — Pelo que vivemos como marido e mulher.

Naiara inclinou a cabeça, zombando. — É melhor não falar isso. Só de lembrar que fomos casados, sinto que é ainda mais impossível perdoar.

Carlos ficou sem palavras por um bom tempo, até que a emoção subiu à cabeça. — O que diabos você quer?! É tão essencial assim que a Vitória vá para a cadeia?! Se ela for presa tão jovem e ficar com a ficha suja, o que vai ser do futuro dela?

— Se soubesse que acabaria assim, por que ela fez o que fez? O que vai ser dela? Ela não tem o seu querido irmão Carlos? Não tem a poderosa família Lucca para sustentá-la? Vocês têm tanto dinheiro e poder, sustentar um peso morto não deve ser difícil.

— Você! — Carlos explodiu de raiva e deu um passo ameaçador na direção dela.

Breno estendeu a mão e o empurrou rudemente para trás. O garoto mantinha a expressão impassível, sem um pingo de hesitação. — Fique longe dela!

Os pulmões de Carlos quase explodiram de ódio. Em toda a sua vida, quando é que ele precisou se humilhar daquele jeito?! Tudo por causa daquela irmã inútil! Se soubesse o que aconteceria, nunca deveria tê-la deixado voltar ao país! Mas o estrago já estava feito, e ele não podia simplesmente abandonar o caso.

Sem contar que a velha senhora Franciely estava pressionando de cima, exigindo que Carlos ajudasse Vitória a superar aquela crise de qualquer forma, senão ela jamais o perdoaria. Carlos já estava sem comer e sem dormir de tanta preocupação com o assunto.

A única solução era oferecer uma compensação altíssima para Naiara assinar um termo de perdão; assim, o juiz pegaria mais leve na sentença. Com os contatos certos, quem sabe não conseguiriam uma liberdade condicional. E a crise estaria resolvida. Mas, vendo a atitude implacável de Naiara, Carlos sabia no fundo que não havia mais esperança.

Naiara o varreu com um olhar gélido. — Cometeu um crime, deve receber a punição devida. Carlos, não ache que a família Lucca pode tampar o sol com a peneira. O universo cobra. Tente acumular alguma virtude antes que seja tarde.

Carlos ficou paralisado no lugar.

Carlos estava tão mergulhado em seus próprios pensamentos que até se esqueceu de reagir. Desde que o conhecera, era a primeira vez que Naiara o via em um estado tão derrotado e patético. No entanto, não sentiu pena. Porque ele não merecia.

Se havia alguém de quem ela deveria ter pena, era de si mesma. Como ela pôde, no passado, se apaixonar por um homem tão cego, arrogante e prepotente?!

— Carlos, você não pediu para eu considerar o tempo em que fomos casados? Pois então, vou lhe dar um conselho. Não se coloque num pedestal tão alto. O tombo um dia pode custar a sua vida.

Deixando essas palavras para trás, Naiara saiu sem olhar para trás.

Zuleica estava do lado de fora. Provavelmente não queria ouvir a conversa, então ficou a uma certa distância. Ao ver Naiara saindo, sua expressão entristeceu novamente.

Naiara lançou-lhe um olhar, mas não se despediu. Zuleica, porém, correu atrás dela.

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