Logo, a ligação terminou.
Parecia que bastava falar no diabo que ele aparecia.
A expressão de José ficou séria.
— A Srta. Naiara foi se encontrar com o Wilson.
Os lábios de Afonso, que estavam próximos da xícara de café, pararam no ar.
— Ela foi sozinha?
— Sim, sozinha. Lá no Jardim das Ametistas.
Durante aquele período, Afonso havia colocado homens para vigiar Wilson, acompanhando de perto todos os seus passos.
O objetivo era dar um golpe fatal no momento decisivo.
Da última vez, Wilson havia deixado a marca de um tapa no rosto de Naiara. Afonso já estava engolindo aquilo há muito tempo.
José estava muito inquieto.
— Aquele velho do Wilson não é boa bisca. Tenho medo de que ele faça algum mal à Srta. Naiara. Não devíamos ir até lá dar uma olhada?
Afonso ficou em silêncio por um momento.
— Não precisa. Se ele quisesse fazer algum mal a ela, não marcaria no Jardim das Ametistas.
José pensou e concluiu que ele tinha razão.
— Por que esse Wilson a chamaria para um encontro assim, do nada? Tem alguma coisa por trás disso, não tem?
O olhar de Afonso permaneceu longo tempo focado do lado de fora da janela.
Ninguém sabia o que se passava na cabeça dele, mas a atmosfera no ambiente pareceu enrijecer repentinamente.
José chamou suavemente:
— Jovem mestre?
Afonso abriu os lábios finos e falou:
— Os detalhes, só ela sabe.
Na noite anterior, eles ainda tinham trocado mensagens.
E, no entanto, ela não havia mencionado o encontro com Wilson que teria hoje.
Isso provava que ela não queria que ele soubesse.
Sendo assim, ele não devia fazer mais perguntas.
— José.
Apesar de tudo, Afonso ainda se sentia um pouco intranquilo.
Afonso: — Nove em dez chances de que sim.
José ficou um pouco ansioso.
— O que será que aquele patife vai dizer a ela? Nossos homens não conseguem entrar. E agora, o que a gente faz?
Afonso abriu os olhos lentamente, com a expressão completamente serena.
— Nós estamos apenas protegendo-a, não a vigiando. Os problemas dela, ela mesma resolve. Interferir demais só a deixaria numa posição difícil.
José analisou aquela frase na sua cabeça.
E teve uma epifania.
Proteger e cuidar em silêncio de onde ela não pode ver, mas sem jamais interferir nas escolhas dela, dando-lhe liberdade e respeito absolutos.
Que tipo de sentimento profundo era aquele?
Infelizmente, para alguém que nunca havia gostado de ninguém do sexo oposto, era impossível compreender por completo.
Mas ainda havia um ponto que José não conseguia entender.
— Jovem mestre, o senhor não está mesmo preocupado com a Srta. Naiara? E se ela for intimidada por aquele canalha do Wilson e, num momento de impulso, tomar uma decisão errada? O que faremos?
O homem deu um sorriso discreto, com um traço de ternura perpassando os seus olhos.
— Se ela pudesse ser intimidada pelo Wilson, não seria a Tempestade que eu sempre admirei.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...