Entrar Via

Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 368

Afonso limpou a garganta.

— Hm.

— Mas eu fiz barulho ao entrar. O senhor não ouviu nada?

O olhar de Afonso vacilou levemente.

— Eu estava no telefone.

José colocou uma grande pilha de documentos sobre a mesa e abriu um sorriso cheio de segundas intenções.

— Jovem patrão, o senhor estava falando no telefone com a minha deusa, não é?

Além da Srta. Naiara, não havia nenhuma outra mulher que fizesse seu chefe falar daquele jeito.

Nem mesmo a noiva dele, a Srta. Isabella.

Para evitar levar um sermão, José se afastou um pouco antes de continuar.

— Jovem patrão, eu o conheço há tanto tempo e não sabia que saíam palavras tão românticas da sua boca.

Afonso, que bebia água de sua xícara, quase engasgou.

— José.

José recuou mais um passo.

— Jovem patrão, como é que o senhor conseguiu transformar a frase "você é mais importante que a empresa" em uma justificativa tão lógica e razoável? Aquela história de "cada funcionário é um patrimônio valioso".

— Eu trabalho para o senhor há anos e nunca ouvi me chamar de patrimônio valioso.

Quando estão constrangidas, as pessoas sempre encontram algo para fazer.

Afonso estava ocupado bebendo água.

Mas sua xícara já estava vazia.

José sabia que Afonso nunca ficaria verdadeiramente com raiva dele, o que só lhe dava mais coragem.

— Nossa, o jovem patrão é um gênio mesmo. Se fosse eu, jamais conseguiria inventar uma desculpa tão elegante para sair dessa. Eu...

Um objeto voador não identificado veio em sua direção, e José saiu correndo.

Mas, logo em seguida, agarrou-se à beirada da porta e colocou a cabeça de volta para dentro da sala.

— Jovem patrão, eu continuo dizendo: não importa o que o senhor faça, eu sempre o apoiarei. Mesmo que o mundo inteiro ache que o senhor está errado, José ainda estará ao seu lado, acompanhando-o para sempre.

O homem que sempre escondia suas emoções de repente pareceu tocado.

— José.

— Hã? Que foi, chefe?

— Se um dia eu perder tudo e não for mais o jovem patrão que pode protegê-lo, você deve ir embora.

Afonso estendeu a mão e acariciou a cabeça dele, como se fosse seu próprio irmão mais novo.

Em seu rosto, uma rara expressão de incerteza e hesitação.

— José, logo cedo hoje, o tio Âncora ligou pessoalmente.

José teve um mau pressentimento.

— O que ele disse?

Os olhos do homem escureceram e, num leve suspiro, revelaram um traço de melancolia.

— Ele me perguntou quando planejo realizar o casamento com a Isabella Âncora.

José não gostou de ouvir aquilo.

Aquilo era, sem dúvida, um casamento forçado!

— E o que o senhor respondeu?

Afonso abaixou os olhos, escondendo a desolação em seu olhar.

Estava prestes a falar, mas o telefone tocou.

No identificador de chamadas: Isabella.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê