Ao sair da casa, o rosto de Adriana já havia recuperado a sua expressão doce e habitual.
Ela caminhou diretamente até Carlos e abraçou sua cintura.
— Carlos, obrigada por vir me buscar.
Franciely brincou com a situação.
— Ora, já não consegue ficar um minuto longe e esqueceu da sua avó?
Adriana soltou o noivo e foi abraçar Franciely.
— Obrigada a você também, avó.
Franciely sorriu com ternura.
— Tudo bem, tudo bem, não vou atrapalhar o momento a dois de vocês. Você não adora a comida do Pavilhão Imperial? A avó acabou de reservar uma mesa no salão para vocês. Vão juntos aproveitar.
Adriana fez manha, com uma voz doce.
— Venha com a gente, avó.
— A avó não vai, senão ficaria aqui segurando vela para vocês dois. Mas posso deixar vocês no restaurante antes de ir para casa — respondeu Franciely.
O carro parou em frente ao opulento Pavilhão Imperial.
Carlos desceu primeiro e, com elegância, abriu a porta para Adriana.
Após se despedirem de Franciely, os dois entraram no requintado restaurante.
Carlos deu o nome de Franciely na recepção, e o garçom os guiou até a mesa reservada. Embora não tivessem conseguido um camarote privativo, a mesa isolada no salão principal ainda era melhor do que ficar no meio do barulho.
Eles haviam dado apenas alguns passos quando a voz nítida e entusiasmada de um garçom ecoou logo atrás.
— Srta. Naiara, que bom vê-la! Por favor, entre. O melhor camarote privativo já está reservado para a senhora.
Carlos virou-se bruscamente.
A mulher vestia um casaco de cashmere branco puro que descia até as panturrilhas. Por baixo, um suéter de gola alta ajustado ao corpo e calças pantalonas pretas, uma combinação que alongava sua silhueta de forma impecável.
Um estilo minimalista, mas que exalava uma aura de nobreza e sofisticação inigualável.
Seu rosto já não carregava mais aquela sombra de ressentimento e tristeza do passado.
O sorriso desabrochava leve, revelando pequenas covinhas que encantavam à primeira vista.
Ao seu lado, dois franceses a observavam com sorrisos calorosos, ouvindo sua apresentação sobre o restaurante. Os olhares deles transbordavam admiração.
Carlos ficou paralisado.
Aquela era a sua ex-esposa?
— É, hoje ela está diferente do normal.
Com feições limpas e graciosas, olhos que brilhavam como estrelas, cada movimento de Naiara transpirava elegância e confiança. Uma presença firme, brilhante e absoluta.
Ao notar que ele havia se perdido em pensamentos novamente, as mãos de Adriana se fecharam em punhos apertados debaixo da mesa.
— Carlos, será que deveríamos ir lá cumprimentar a cunhada?
Carlos finalmente voltou a si.
— Nós já estamos divorciados. Não é apropriado chamá-la de cunhada.
Se aquela mulher ouvisse isso, provavelmente faria um escândalo. Desde o divórcio, o temperamento dela parecia ter se tornado muito mais afiado.
E mais: o que ela estava fazendo com o Sr. Charlie?
— Foi força do hábito — disse Adriana, sentindo-se um pouco mais aliviada com a repreensão dele. — Então, devemos ir cumprimentá-la?
— Nós não. Eu vou — respondeu Carlos, seco.
Adriana sentiu uma nova onda de frustração.
Carlos explicou: — Um dos franceses que estava com ela é um conhecido meu. Ele é o CEO de uma grande multinacional. Eu tentei fechar uma parceria com ele antes, mas a Nuvem Pioneira atravessou o nosso negócio.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...