Após desligar o telefone, um sorriso permaneceu desenhado nos lábios de Afonso.
José se aproximou, curioso.
— Chefe, quem era no telefone para deixá-lo tão animado?
Afonso ergueu uma sobrancelha.
— Eu pareço animado?
José apontou para o canto da boca do chefe.
— Aqui. O sorriso não quer descer.
— Era a Quitéria.
— Aconteceu algo bom na empresa?
— Conquistar uma executiva brilhante conta como algo bom? — rebateu Afonso.
— Com certeza! O mercado de tecnologia está tão competitivo hoje em dia que todo mundo está se matando para roubar talentos. O próprio Carlos, ouvi dizer, acabou de tirar alguns funcionários de uma empresa rival.
Lembrando de algo, José começou a rir.
— E ele ainda não desistiu de procurar a Tempestade. Parece que está obcecado por ela.
Afonso deu um sorriso contido e voltou ao assunto principal.
— O Sr. Charlie chegou hoje e trouxe um amigo para discutir uma parceria.
José arregalou os olhos em pânico.
— Como assim, ele chegou de repente?! Não faltavam dias para a visita? Meu Deus! Precisamos voltar correndo? Você é o único na empresa fluente em francês!
O olhar de Afonso suavizou, e o sorriso voltou a tomar conta de seu rosto.
— A sua deusa já está cuidando da recepção.
A expressão de José era de puro choque.
— Ela fala francês?!
— Fluente em inglês, francês e japonês — respondeu Afonso, com um tom de orgulho.
A boca de José ficou aberta por um bom tempo.
Céus, se isso não era uma deusa, o que mais poderia ser?!
— O Carlos é cego mesmo... Tratava a Srta. Naiara apenas como um troféu de prateleira e não fazia ideia da mulher que tinha em casa...
José estalou a língua. Haveria um dia em que o arrependimento iria corroer Carlos por dentro.
Observando o sorriso impossível de esconder de Afonso, José não conseguiu conter uma risada.
— Chefe, sabe com o que você se parece agora?
— Com o quê?
O bebê que a deusa carregava no ventre era do Carlos. Como é que o chefe dele estava agindo com tanta preocupação, como se fosse o próprio pai da criança?
Será que o amor dele era tão grande que abraçava até o filho do outro?
Uma hora depois, Naiara saiu da sala de reuniões.
Quitéria a seguia, com os olhos brilhando de pura admiração.
O que significava ter beleza e talento em uma só pessoa? Ali estava a prova viva.
No primeiro encontro, Quitéria apenas achou Naiara deslumbrantemente linda. Mas, ao vê-la em ação hoje, a admiração beirou a inveja.
Diante das perguntas rigorosas dos clientes, Naiara não demonstrou um pingo de hesitação, alternando entre o inglês e o francês com uma fluidez impressionante. Sua competência técnica não ficava atrás da do próprio Sr. Afonso.
Até mesmo o Sr. Charlie, conhecido por sua alta exigência, rendeu-se a elogios no final.
Notando que Quitéria estava paralisada, Naiara estalou os dedos na frente dos olhos dela.
— Preciso que você resolva aquilo que pedi agora há pouco.
Quitéria piscou, saindo do transe.
— O que... o que você pediu mesmo?
Naiara deu uma risada leve.
— Com a cabeça nas nuvens?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...