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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 353

Após desligar o telefone, um sorriso permaneceu desenhado nos lábios de Afonso.

José se aproximou, curioso.

— Chefe, quem era no telefone para deixá-lo tão animado?

Afonso ergueu uma sobrancelha.

— Eu pareço animado?

José apontou para o canto da boca do chefe.

— Aqui. O sorriso não quer descer.

— Era a Quitéria.

— Aconteceu algo bom na empresa?

— Conquistar uma executiva brilhante conta como algo bom? — rebateu Afonso.

— Com certeza! O mercado de tecnologia está tão competitivo hoje em dia que todo mundo está se matando para roubar talentos. O próprio Carlos, ouvi dizer, acabou de tirar alguns funcionários de uma empresa rival.

Lembrando de algo, José começou a rir.

— E ele ainda não desistiu de procurar a Tempestade. Parece que está obcecado por ela.

Afonso deu um sorriso contido e voltou ao assunto principal.

— O Sr. Charlie chegou hoje e trouxe um amigo para discutir uma parceria.

José arregalou os olhos em pânico.

— Como assim, ele chegou de repente?! Não faltavam dias para a visita? Meu Deus! Precisamos voltar correndo? Você é o único na empresa fluente em francês!

O olhar de Afonso suavizou, e o sorriso voltou a tomar conta de seu rosto.

— A sua deusa já está cuidando da recepção.

A expressão de José era de puro choque.

— Ela fala francês?!

— Fluente em inglês, francês e japonês — respondeu Afonso, com um tom de orgulho.

A boca de José ficou aberta por um bom tempo.

Céus, se isso não era uma deusa, o que mais poderia ser?!

— O Carlos é cego mesmo... Tratava a Srta. Naiara apenas como um troféu de prateleira e não fazia ideia da mulher que tinha em casa...

José estalou a língua. Haveria um dia em que o arrependimento iria corroer Carlos por dentro.

Observando o sorriso impossível de esconder de Afonso, José não conseguiu conter uma risada.

— Chefe, sabe com o que você se parece agora?

— Com o quê?

O bebê que a deusa carregava no ventre era do Carlos. Como é que o chefe dele estava agindo com tanta preocupação, como se fosse o próprio pai da criança?

Será que o amor dele era tão grande que abraçava até o filho do outro?

Uma hora depois, Naiara saiu da sala de reuniões.

Quitéria a seguia, com os olhos brilhando de pura admiração.

O que significava ter beleza e talento em uma só pessoa? Ali estava a prova viva.

No primeiro encontro, Quitéria apenas achou Naiara deslumbrantemente linda. Mas, ao vê-la em ação hoje, a admiração beirou a inveja.

Diante das perguntas rigorosas dos clientes, Naiara não demonstrou um pingo de hesitação, alternando entre o inglês e o francês com uma fluidez impressionante. Sua competência técnica não ficava atrás da do próprio Sr. Afonso.

Até mesmo o Sr. Charlie, conhecido por sua alta exigência, rendeu-se a elogios no final.

Notando que Quitéria estava paralisada, Naiara estalou os dedos na frente dos olhos dela.

— Preciso que você resolva aquilo que pedi agora há pouco.

Quitéria piscou, saindo do transe.

— O que... o que você pediu mesmo?

Naiara deu uma risada leve.

— Com a cabeça nas nuvens?

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