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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 328

Todos os olhares recaíram sobre o rosto de Afonso.

Inclusive o de Naiara.

Afonso deu um sorriso leve, suave e contido.

— Sim, eu tenho.

Na verdade, a resposta parecia previsível para quase todos.

Afinal, era de conhecimento geral que Afonso tinha uma noiva.

Naturalmente, a dedução lógica era que a paixão secreta a que ele se referia fosse a própria noiva.

Portanto, a resposta não causou espanto.

Mas sim uma onda de protestos.

— Poxa, Isadora! Todo mundo aqui já sabia a resposta para essa pergunta. Você jogou a oportunidade no lixo!

— De novo! Vamos de novo!

Em meio à euforia geral, o jogo prosseguiu.

E, umas três rodadas depois, Afonso teve a infelicidade de ser sorteado novamente.

Com o clima já descontraído, o pessoal perdeu o medo.

A pergunta dessa vez foi bem mais direta e incisiva.

— Sr. Afonso, no quesito relacionamentos amorosos, qual foi a coisa de que o senhor mais se arrependeu na vida?

Afonso não respondeu de imediato.

Um silêncio permeou o ambiente.

Depois de um longo momento, sob os olhares de expectativa, ele finalmente falou em um tom ponderado.

— Houve uma pessoa por quem me apaixonei em segredo... Mas acabei perdendo a chance por ser indeciso demais.

Espera...

As peças de repente se encaixaram na cabeça dos convidados.

O amor secreto mencionado antes, então, não era a noiva dele?

Era outra mulher?

A fofoca repentinamente ganhou um sabor irresistível.

Alguém comentou, impressionado.

— Se existe alguém capaz de fazer o Sr. Afonso sofrer de amor escondido... essa mulher deve ser incrivelmente excepcional.

Afonso completou, de forma instintiva.

— Ela... é, sem dúvida, excepcional.

— Mas essa pessoa... é a sua noiva?

O colega que fez essa pergunta recebeu um tapa na nuca logo em seguida.

— Você é burro? O Sr. Afonso já está com a noiva dele! Se eles não perderam a chance de ficar juntos, é óbvio que não é ela.

A expressão de Isadora tornou-se visivelmente antinatural.

Especialmente após ouvir a profundidade daquele sentimento não correspondido.

Gostar muito de alguém e, mesmo assim, não poder ficar junto... qual era a sensação?

Provavelmente, ela entendia aquilo melhor do que ninguém.

Fábio deu um beliscão forte no braço de Isadora.

Isadora gritou, indignada com a dor aguda.

— Fábio! Você quer morrer?

— O homem de quem você gosta não está sentado bem aí do seu lado? Vai na fé, a gente finge que não está olhando.

...

Isadora levantou a cabeça e lançou um rápido olhar na direção de Afonso.

Como um imã, o olhar dele também cruzou com o dela no mesmo instante.

Naquele segundo, o coração de Isadora saltou algumas batidas.

Desconcertada, ela desviou os olhos rapidamente, tossiu de leve para disfarçar e virou o rosto para Fábio.

Ele abriu um sorriso largo, exibindo os dentes brancos com uma expressão que pedia por um soco.

— Vem cá, namorada. Eu já nasci pronto.

Isadora sentiu uma vontade incontrolável de chutá-lo para fora dali.

Sem saber como escapar da armadilha, foi Naiara quem interveio com sua voz sempre polida e comedida, tentando livrá-la da pressão.

— Por que não deixamos a Isadora escolher mais uma vez? Afinal, ela é uma mulher.

Na verdade, o grupo só fez essa exigência absurda por acreditar plenamente que Fábio fosse mesmo o namorado dela.

Caso contrário, não a colocariam em uma situação tão embaraçosa.

Ao ouvir as palavras sensatas de Naiara, um dos colegas brincou.

— Está bem. Pelo visto a nossa Isadora também tem seus medos. Quem diria que no fundo ela é contida, hein? Deixa para lá, vamos deixar ela virar a taça de vinho.

Isadora ergueu a mão, em um gesto brusco, e cerrou os dentes.

— Quem disse que eu tenho medo?!

Assim que as palavras saíram da sua boca, ela se virou em um impulso, envolveu o pescoço de Fábio com as duas mãos e o beijou de forma implacável.

Fábio arregalou os olhos, completamente atônito. Suas mãos ficaram suspensas no ar, sem ter a mínima ideia de onde pousá-las.

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