Ele odiava profundamente aquela sensação de impotência, de ser controlado sem poder revidar.
Mesmo que ainda restasse algum carinho, agora tudo já estava apodrecido.
— Carlos?
Carlos foi puxado de volta de seus pensamentos.
— O que foi?
— No que você estava pensando? Não ouviu nada do que eu acabei de dizer?
Carlos engoliu sua frustração e passou o braço ao redor dos ombros de Adriana, puxando-a para si.
— Estava pensando em umas coisas do trabalho. O que você disse?
Adriana encostou a cabeça no peito dele, completamente satisfeita.
— Eu perguntei se já não deveríamos ir escolher o vestido de noiva.
Carlos já havia se rendido por completo.
— Tudo bem, eu te acompanho quando chegar a hora.
— Que maravilha! — Adriana deu um beijo no rosto dele. — Veja lá se cumpre a promessa, hein.
— Mas só depois que eu voltar da exposição. Esses próximos dias serei muito ocupado, não terei tempo.
— Uhum, claro, sem problemas — concordou ela.
O carro chegou à Baía Esmeralda.
Carlos pediu que Adriana descesse primeiro.
— Vá entrando. Vou fumar um cigarro e já vou.
Uma vez, Carlos havia fumado na frente de Adriana. Franciely descobriu e deu-lhe uma bronca colossal.
Desde então, ele precisava se esconder até para fumar.
Era uma vida sufocante.
Adriana desceu do carro, saltitante de alegria.
Ronaldo observou a expressão de Carlos pelo retrovisor e finalmente entendeu o verdadeiro significado da frase "a alegria de uns é a tristeza de outros".
Ele estava prestes a dar os parabéns pelo noivado.
Pelo visto, era melhor ficar calado.
Em vez disso, Ronaldo decidiu relatar outro assunto.
— Sr. Carlos, encontramos um ponto comercial excelente para a floricultura da senhorita Zuleica, mas o aluguel é um pouco alto. O que o senhor acha de...
Carlos deu uma tragada funda, encostou a cabeça no banco e disse, com a voz carregada de melancolia:
— Você acha que eu sou pobre?
O Sr. Carlos estava nos braços da perdição, é claro que não iria atender o telefone.
Mas, lembrando-se do aviso do chefe, a mentira já estava na ponta da língua.
— Ocorreu o seguinte, Srta. Adriana: os robôs da exposição apresentaram um problema técnico. Eu tive que trazer o Sr. Carlos de volta para a empresa. Ele está em uma reunião de emergência com a equipe de tecnologia agora.
Adriana soltou um "ah" compreensivo.
— Em breve você terá que mudar a forma de me chamar, viu?
Ronaldo coçou o nariz, segurando o riso.
— Sim, senhora Lucca.
Ao desligar, Adriana não conseguia tirar o sorriso do rosto.
Vitória debruçou-se ao lado dela.
— Então agora eu já posso te chamar de cunhada?
Adriana deu um sorriso tímido.
— Pode me chamar de cunhada, sim.
Vendo o excelente humor de Adriana, Vitória percebeu que aquele era o momento perfeito para dar o bote.
— Cunhada... você poderia me fazer um favor?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...