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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 323

Naquele dia, enquanto procurava outra coisa, Vitória acabou vendo a joia e, num impulso, decidiu usá-la.

Quem diria que ela acabaria sendo assaltada.

Esse colar é amaldiçoado!

Vitória pensava, fervendo de ódio.

Aquela mulher era mesmo um agouro. Qualquer coisa que tivesse a ver com ela trazia má sorte.

Para a avó, Vitória deu uma desculpa esfarrapada.

— Era só um colar comum, não valia muita coisa. Eu só usava porque achava bonitinho.

Franciely não conseguia entender.

— Qualquer anel, pulseira ou bolsa que você carrega custa uma fortuna. O ladrão não tocou em nada disso e levou justo um colar barato? Será que esse assaltante tem problema de cabeça?

Carlos chegou bem naquele momento.

— Que assaltante?

Franciely contou a história novamente.

Carlos também achou a situação muito bizarra.

Foi então que Vitória se lembrou de Fábio.

— Lembrei! Com certeza foi ela!

— Ela quem? De quem você está falando? — perguntou Carlos.

Vitória respondeu, irritada:

— Quem mais poderia ser? Aquela mulher, a sua ex-esposa!

Carlos congelou por uma fração de segundo.

— Você a viu?

— Sim, esbarrei com ela no shopping. Estava lá, toda cheia de intimidade com aquele tal de Fábio.

Vitória fez questão de aumentar a história.

— Aquele cara comprou um monte de coisas para ela. Os dois estavam no maior chamego, pareciam até namorados.

As sobrancelhas de Carlos se juntaram em uma carranca pesada.

Franciely soltou uma risada sarcástica.

— Hmph, essa mulher tem os seus truques. Faz poucos dias que assinou o divórcio e já arrumou outro. Quando estava na nossa família Lucca, fingia ser a esposa recatada e submissa, mas era tudo teatro.

Carlos não queria ouvir aquelas provocações venenosas e cortou o assunto.

— O que o seu assalto tem a ver com ela? Você não tem provas, não comece a inventar coisas!

— Como não tem a ver? Eu tenho certeza de que tem! Vai ver aquela mulher ficou incomodada de me ver, e mandou alguém me roubar só para me assustar e me ameaçar!

Desesperada, pediu socorro.

— Avó, eu não quero ir para o exterior...

Franciely abriu a boca para falar, mas Carlos a cortou:

— O acidente de carro ainda pode trazer problemas. É melhor que a Vitória passe um tempo fora. Ela só volta quando essa história estiver completamente enterrada.

— Isso será o melhor para a Vitória e para a família Lucca.

Franciely pensou por um instante e concordou.

— É verdade. Vitória, vá e fique um tempo fora. Encare como umas férias para espairecer.

Vitória estava indignada.

Já que nem a própria avó a defendia mais, restava-lhe pedir ajuda a uma última pessoa.

E essa pessoa, naturalmente, era Adriana.

Antes de se retirar, Franciely deu uma ordem a Carlos.

— Vá agora mesmo buscar a Adriana.

O tom de comando deixou Carlos profundamente irritado.

Mas ele não tinha outra escolha a não ser obedecer.

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