— Naiara!
Isadora correu na direção de Naiara para abraçá-la.
Afonso estendeu o braço rapidamente para intervir.
Isadora percebeu o movimento.
— Desculpe, desculpe, fiquei tão empolgada que até esqueci.
Ela lhe deu apenas um abraço leve e cuidadoso.
— Tem certeza de que não precisa de mais alguns dias de descanso? Não precisava voltar a trabalhar tão cedo.
— Não precisa. — Naiara retrucou.
Descansar seria apenas uma desculpa para fugir da realidade.
Era melhor voltar à rotina o quanto antes.
Isadora estava genuinamente feliz.
— Agora nós duas finalmente vamos trabalhar juntas! Nossa gênio da computação vai ter que cuidar bem de mim, viu?
Naiara riu.
— E peço que a nossa Isadora também cuide de mim.
Afonso conduziu Naiara em um tour pela empresa.
Todos pareciam lidar com a chegada dela sem a menor surpresa, sem olhares curiosos ou indiscretos.
Cada um continuava concentrado em suas tarefas, num clima de total tranquilidade e harmonia.
Aquele ambiente de trabalho era excelente.
— Vou levá-la à sua sala. — disse Afonso.
Naiara se espantou.
— Minha sala não fica junto com a da Isadora e dos outros?
— Não, você tem uma sala privativa.
Ele abriu uma porta, revelando um escritório particular.
Não era enorme, mas era elegante e impecável.
Sobre a mesa, havia um vaso com um arbusto sagrado de bambu celestial.
Vibrante e vermelho, trazendo um ar auspicioso.
Afonso explicou:
— Eu sei que, quando você programa, precisa de um ambiente isolado e silencioso, e que odeia ser interrompida. Por isso reservei esta sala especialmente para você.
— Se achar muito pequena, posso te mostrar uma sala maior.
Naiara olhou ao redor, muito satisfeita.
— Não é pequena. Espaços muito grandes me dão uma sensação de vazio. Eu adorei esta.
— Que bom.
Naiara se deu conta de um detalhe.
— Você disse "reservei"? Esta sala não foi arrumada de última hora?
— Já estava preparada desde o dia em que te convidei para integrar a Nuvem Pioneira.
— É...
Uma batida na porta soou.
Naiara virou o rosto e viu José na entrada.
A porta estava aberta, mas ele não havia entrado.
— Sr. Afonso, o Sr. Leonardo chegou.
Sr. Leonardo?
Leonardo?
Enquanto ela tentava se lembrar, Leonardo entrou.
Era a segunda vez que Naiara o via.
Muito tempo havia se passado, mas ela não esquecera aquele nome.
Na época em que a família Lucca a trancou no porão, foi Leonardo quem apareceu para salvá-la.
Naiara tomou a iniciativa de cumprimentá-lo.
— Sr. Leonardo.
Quando Leonardo não sorria, sua aparência era austera.
Mas, perto de Afonso, ele sempre demonstrava seu lado paternal.
— A Srta. Naiara também está aqui. Pelo visto, minha vinda hoje não foi em vão.
— Tio Leonardo, o que o traz aqui? — perguntou Afonso.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...