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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 306

— Naiara!

Isadora correu na direção de Naiara para abraçá-la.

Afonso estendeu o braço rapidamente para intervir.

Isadora percebeu o movimento.

— Desculpe, desculpe, fiquei tão empolgada que até esqueci.

Ela lhe deu apenas um abraço leve e cuidadoso.

— Tem certeza de que não precisa de mais alguns dias de descanso? Não precisava voltar a trabalhar tão cedo.

— Não precisa. — Naiara retrucou.

Descansar seria apenas uma desculpa para fugir da realidade.

Era melhor voltar à rotina o quanto antes.

Isadora estava genuinamente feliz.

— Agora nós duas finalmente vamos trabalhar juntas! Nossa gênio da computação vai ter que cuidar bem de mim, viu?

Naiara riu.

— E peço que a nossa Isadora também cuide de mim.

Afonso conduziu Naiara em um tour pela empresa.

Todos pareciam lidar com a chegada dela sem a menor surpresa, sem olhares curiosos ou indiscretos.

Cada um continuava concentrado em suas tarefas, num clima de total tranquilidade e harmonia.

Aquele ambiente de trabalho era excelente.

— Vou levá-la à sua sala. — disse Afonso.

Naiara se espantou.

— Minha sala não fica junto com a da Isadora e dos outros?

— Não, você tem uma sala privativa.

Ele abriu uma porta, revelando um escritório particular.

Não era enorme, mas era elegante e impecável.

Sobre a mesa, havia um vaso com um arbusto sagrado de bambu celestial.

Vibrante e vermelho, trazendo um ar auspicioso.

Afonso explicou:

— Eu sei que, quando você programa, precisa de um ambiente isolado e silencioso, e que odeia ser interrompida. Por isso reservei esta sala especialmente para você.

— Se achar muito pequena, posso te mostrar uma sala maior.

Naiara olhou ao redor, muito satisfeita.

— Não é pequena. Espaços muito grandes me dão uma sensação de vazio. Eu adorei esta.

— Que bom.

Naiara se deu conta de um detalhe.

— Você disse "reservei"? Esta sala não foi arrumada de última hora?

— Já estava preparada desde o dia em que te convidei para integrar a Nuvem Pioneira.

— É...

Uma batida na porta soou.

Naiara virou o rosto e viu José na entrada.

A porta estava aberta, mas ele não havia entrado.

— Sr. Afonso, o Sr. Leonardo chegou.

Sr. Leonardo?

Leonardo?

Enquanto ela tentava se lembrar, Leonardo entrou.

Era a segunda vez que Naiara o via.

Muito tempo havia se passado, mas ela não esquecera aquele nome.

Na época em que a família Lucca a trancou no porão, foi Leonardo quem apareceu para salvá-la.

Naiara tomou a iniciativa de cumprimentá-lo.

— Sr. Leonardo.

Quando Leonardo não sorria, sua aparência era austera.

Mas, perto de Afonso, ele sempre demonstrava seu lado paternal.

— A Srta. Naiara também está aqui. Pelo visto, minha vinda hoje não foi em vão.

— Tio Leonardo, o que o traz aqui? — perguntou Afonso.

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