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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 295

— Mas que azar o da Vitória, cruzar justo com essa mulher. Eu sempre disse que essa tal de Jasmim não presta para nada. Ela é um fardo, um ímã de desgraças, só atrai má sorte para a família Lucca.

O cenho de Carlos se franziu em uma linha dura e profunda.

— Avó, no fim das contas, a mãe dela morreu. A senhora não precisa dizer isso...

— Não diga mais nada — interrompeu Franciely, revirando os olhos com impaciência. — Já que você resolveu o problema, não toque mais nesse assunto.

Assim que Franciely saiu da sala, Carlos chutou o sofá com violência.

Agora que sentia ter alguém para apoiá-la, a ousadia de Vitória começou a retornar.

— Se não tem mais nada, vou para o meu quarto. Estou com sono, quero dormir.

— Volte aqui!

Com medo de levar outro tapa, Vitória deu dois passos largos para trás, mantendo distância.

— Você não cansou de bater?! Ainda quer me bater mais?

Carlos cerrou os punhos até os nós dos dedos estalarem.

— Vontade não me falta!

Vitória recuou mais, os olhos arregalados.

— O problema já está resolvido! O que mais você quer de mim?!

— Resolvido? — rosnou Carlos, os olhos fuzilando a irmã. — Era uma vida, sua idiota! Você não entende?!

— A avó já disse! Toda vida tem um preço, é só pagar a indenização e pronto!

Vitória cruzou os braços, assumindo uma postura defensiva.

— Além do mais, aquela mulher nem sabe que fui eu que atropelei. Por que você está tão histérico?

Adriana aproximou-se em passos leves, encostando-se no braço de Carlos como um passarinho frágil em busca de abrigo.

— Carlos, já chega... você já bateu, já brigou. A Vitória já aprendeu a lição. Não seja tão duro com ela.

Carlos fechou os olhos e puxou o ar com força, tentando sufocar a raiva.

— Isso lá é cara de quem aprendeu a lição?

— A Vitória ainda é jovem, precisa ser ensinada com paciência. É verdade que isso foi grave, mas, graças a Deus, você já resolveu tudo.

— Você quer falar sobre o direito de decisão? — Carlos rebateu, o tom de voz elevando-se até virar um rugido na sala. — Se você é tão madura, por que não resolve seus próprios problemas?! Por que me ligou chorando para eu limpar a sua sujeira?!

— Porque a culpa também é sua! Você tem parte nisso tudo!

Os dois se chocaram como fogo e pólvora, a discussão explodindo novamente.

— Se você não tivesse me proibido de ficar com o Afonso, se você não tivesse me batido, eu não teria saído para beber! Eu não teria precisado descontar minha raiva enchendo a cara! Então, sim! Se a mãe daquela mulher morreu atropelada, metade da culpa é sua!

— Sua insolente!

Carlos levantou a mão, movido por uma fúria cega, e o tapa desceu com brutalidade.

Mas, desta vez, a mão pesada não atingiu o rosto de Vitória.

Adriana se atirou na frente, abraçando a garota. O impacto do tapa estalou com força na nuca de Adriana.

— Cunhada! — gritou Vitória, horrorizada.

— Irmão! Como você tem coragem de bater na minha cunhada?!

O choque fez o sangue de Carlos gelar por um segundo. Enlouquecido pela raiva e pelo caos, ele virou as costas e saiu marchando da mansão, batendo a porta com estrondo.

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