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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 277

— Sim, estou com fome.

Felícia serviu a sopa.

— Tome um pouco de sopa primeiro para aquecer o estômago. Pode ficar tranquilo, já obriguei a menina a tomar uma tigela antes, senão o bebê não ia aguentar. No começo ela bateu o pé, queria te esperar de qualquer jeito, mas eu insisti tanto que ela acabou tomando.

Afonso lançou um olhar em direção aos quartos.

— A mãe da Naiara já comeu?

Naiara experimentou um pedaço do peixe no vapor que Felícia havia preparado.

— Minha mãe já comeu e foi dormir.

— Como ela esteve nestes últimos dias? — perguntou ele.

— Bem, até que bem. A Felícia passa os dias conversando com ela, e o semblante dela melhorou bastante. O único problema é que... ela ainda murmura muito sozinha, coisas que não conseguimos entender.

Afonso a confortou com a voz suave:

— Não tenha pressa, é um dia de cada vez. Ela vai melhorar. Estar em um ambiente calmo e bom ajudará muito na recuperação.

O peixe estava delicioso. Naiara pegou um pedaço generoso e colocou no prato de Afonso. Ele provou e sorriu.

— Felícia, o seu talento na cozinha é realmente excepcional.

Assim que ele terminou de falar, seu olhar pousou num prato de doces. Ao perceber isso, os cantos da boca de Felícia se ergueram e ela empurrou o prato de doces de lírio para mais perto dele.

— Sr. Afonso, este foi a nossa menina que fez com as próprias mãos. Experimente.

Afonso pegou um pedaço e deu uma mordida. Após mastigar devagar, seus traços sempre tão imponentes relaxaram. Ele olhou para Naiara, os olhos transbordando uma luz suave.

— Eu nunca imaginei que alguém tão imersa em códigos de programação pudesse fazer uma sobremesa tão deliciosa.

Naiara brincou, mantendo sua polidez habitual:

— Bem, se um dia eu ficar desempregada, já tenho um plano B.

— Você nunca ficará desempregada.

— Nunca se sabe. O mercado muda muito rápido. Vai que aparece alguém mais brilhante e toma o meu lugar.

Afonso a encarou, extremamente sério.

— Eu não permitirei que fique desempregada.

Naiara parou. Esqueceu de respirar por dois longos segundos.

Felícia pigarreou, quebrando o silêncio tenso.

— Ah, a propósito, Sr. Afonso... Já que a nossa menina vai trabalhar na sua empresa agora, será que eu poderia pedir o favor de o senhor cuidar dela por mim? Quando ela cisma com um projeto, esquece de tudo ao redor. Esquece de beber água, de comer...

Afonso não deixou o clima ficar constrangedor. Deu um sorriso elegante.

— Parece que este jantar de hoje que a Felícia preparou tinha segundas intenções.

A governanta riu abertamente.

— Quer dizer que o meu não ficou bom?

— O seu bolo leve de inhame — respondeu Afonso — foi a coroa perfeita para o banquete da Felícia. Deu o toque de misericórdia ao jantar.

Felícia não conseguia parar de rir.

— Menina, e você ainda dizia que o Afonso era todo sério, parecendo um professor. Ele tem uma lábia das boas!

O jantar tardio terminou em meio a risadas. Como já estava de fato muito tarde, Afonso ficou mais um pouco e logo se despediu. Naiara o acompanhou até a porta, mas ele insistiu que ela não saísse para o corredor, advertindo-a em tom baixo:

— Lembre-se de usar meias em casa também.

— Uhum.

Afonso virou-se para sair, mas seus passos pararam no mesmo lugar. Segundos depois, ele olhou para trás abruptamente.

— Obrigado.

Naiara achou que ele estava agradecendo pela refeição.

— Não tem de quê. Como a Felícia disse, sempre que quiser comer, é só aparecer.

— Eu quis dizer... obrigado por me fazer sentir de novo o que é ter alguém me esperando para jantar.

Um traço de melancolia atravessou os olhos de Afonso.

— Desde que minha mãe faleceu, eu já tinha quase me esquecido da sensação de ter alguém me esperando em casa...

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