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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 272

Carlos e Adriana caminhavam na frente.

A atração de Adriana por Carlos parecia ser puramente visceral; a cada passo, seu corpo insistia em se colar ao dele.

Carlos, por outro lado, parecia se importar com os olhares alheios e não demonstrava estar muito confortável com tanta proximidade.

Fábio inclinou-se na direção de Naiara e sussurrou:

— Aquela amantezinha provavelmente não faz ideia da mulher que realmente mora no coração do Carlos. Se soubesse, será que não armaria um barraco daqueles?

Naiara ignorou a provocação e retrucou, impaciente:

— Por que você foi aceitar almoçar com ele do nada?

Eles quatro, comendo na mesma mesa?

O clima não ficaria explosivo?

Fábio deu de ombros.

— Íamos ter que almoçar de qualquer jeito. Assim ele paga a conta para nós. Acabei de investir uma fortuna, meus bolsos estão vazios.

— Até parece que vou acreditar nisso! — Naiara riu. — Desde quando o Sr. Fábio tem problemas com dinheiro?

Fábio apenas sorriu, sem responder.

— A propósito, o que vocês estavam conversando lá dentro agora há pouco? — perguntou Naiara.

— Quer saber? Implore. — provocou Fábio.

Naiara revirou os olhos.

— Só a Isadora mesmo para dar um jeito em você.

— Ela? Ainda vamos ver quem vai dar um jeito em quem. Não se esqueça de que agora ela precisa de mim. Se eu não estivesse fingindo ser o namorado dela para enrolar os pais, acha que ela estaria tendo uma vida tranquila agora?

A pressão dos encontros arranjados a mataria!

Naiara sentiu um pouco de pena de Isadora.

— Ela não tem muitas opções. Não use o fato de estar ajudando para maltratá-la.

Fábio revirou os olhos dramaticamente.

— Querida, você poderia parar de mentir descaradamente? O chute que ela me deu da última vez ainda está doendo.

Mesmo sabendo do exagero, Naiara quase caiu na gargalhada.

— Quase deixei você mudar de assunto. Não vai mesmo me contar o que conversaram?

Fábio parou com as brincadeiras.

— Ele me disse que o divórcio foi algo inevitável, que não queria realmente magoá-la. E me avisou para não dar em cima de você, dizendo que você não é o tipo certo para mim.

Os lábios de Naiara se contraíram em escárnio.

— E você acreditou nessa palhaçada?

— Acredito que eu com certeza vou dar em cima de você.

O local escolhido para o almoço era um restaurante clássico.

Chamava-se: Restaurante Memórias.

Provavelmente com a intenção de evocar uma sensação nostálgica.

— Mas o Sr. Fábio adora. E hoje quem está pagando é o Sr. Carlos, não é mesmo?

Fábio abriu um sorriso malicioso.

— Pelo visto, nossos anos lutando lado a lado não foram em vão. Você ainda lembra perfeitamente do meu gosto.

— Naiara, acho que estou gostando ainda mais de você. O que eu faço?

Naiara manteve a cabeça baixa, ignorando-o.

Continue com o seu teatrinho.

Como esperado, a expressão de Carlos mudou instantaneamente.

— Sr. Fábio, combinamos que seria apenas um almoço casual. Peço que evite esse tipo de brincadeira.

Fábio apertou os lábios.

— Estava apenas expressando meus sentimentos, mas tudo bem. Não falo mais nada, vamos comer.

No entanto, aquela refeição dificilmente seria agradável para Carlos e Adriana.

Já Naiara e Fábio estavam com um ótimo apetite.

Isso até alguém cair de paraquedas e arruinar tudo.

A chegada de Vitória fez Naiara sentir como se tivesse visto um fantasma.

Aquela garota parecia uma assombração aparecendo do nada.

Carlos apressou-se em explicar.

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