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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 264

Carlos voltou para o seu quarto.

Adriana o seguiu.

Com tantas coisas acontecendo em um único dia, a cabeça de Carlos latejava, e a irritação em seu peito só crescia. Por isso, suas palavras saíram mais ríspidas do que o normal.

— Vá ficar com o César. Eu quero ficar sozinho um pouco.

Em vez de sair, Adriana o abraçou por trás.

— Não leve a sério o que a avó disse agora pouco. Ela só estava tentando te assustar. Como o meu pai poderia se intrometer nos negócios da família Lucca? Ele já mal consegue dar conta do próprio grupo. Então, Carlos, por favor, não pense demais, não me entenda mal, está bem?

Carlos sentiu uma aversão repentina àquele abraço.

O que estava acontecendo com ele?

Antes, o que ele mais amava não era exatamente essa fragilidade e dependência de Adriana? Ele gostava de tê-la grudada nele, de vê-la fazer charme. Era milhões de vezes melhor do que aquela mulher sem graça.

Mas o que havia mudado agora?

Por que ele estava detestando cada vez mais essa sensação? E, em vez disso, estava sentindo algo por...

Carlos trincou os dentes e se xingou mentalmente.

Eu sou algum tipo de masoquista?!

Adriana não era idiota; é claro que ela percebeu a repulsa dele. Uma onda de desamparo invadiu seu peito.

— Carlos...

Assim que ela abriu a boca, seus olhos captaram uma marca na orelha dele.

E, além disso, parecia haver o cheiro do perfume de outra mulher impregnado em suas roupas.

O coração de Adriana apertou dolorosamente. Ainda assim, ela foi cuidadosa ao perguntar:

— Carlos, o que aconteceu na sua orelha?

Carlos hesitou de forma quase imperceptível.

— Eu me arranhei sem querer.

Arranhão?

Como aquilo poderia ser um arranhão se parecia claramente uma marca de mordida? Sem contar o perfume, que definitivamente não era o dela.

Adriana mordeu o lábio inferior com força, sentindo um nó sufocante na garganta.

Carlos tirou o paletó e o jogou displicentemente no sofá.

Uma pequena caixa de veludo rolou para fora do bolso.

Embora a contragosto, Carlos a ajudou a colocar a joia. Assim que a pulseira foi fechada, Adriana ficou na ponta dos pés e lhe deu um beijo apaixonado.

Carlos apertou os lábios.

A única coisa que lhe vinha à mente era a sensação do beijo que ele havia deixado no rosto de Naiara, dentro do carro. A pele daquela mulher era realmente macia.

Vendo que Carlos havia aceitado o beijo, Adriana tornou-se ainda mais ousada. Suas mãos começaram a desabotoar a camisa dele.

— Carlos, eu já posso...

Diante de tamanha iniciativa, Carlos não sentiu a menor centelha de desejo. Ele afastou as mãos de Adriana, com a testa franzida.

— Adriana, hoje eu estou exausto. Com tudo isso que aconteceu com a avó, não estou no clima.

Adriana não teve escolha a não ser recuar.

— Tudo bem.

Lembrando-se de algo, ela acrescentou:

— Ah, Carlos, descobri um restaurante maravilhoso. Vamos lá juntos amanhã?

Carlos respondeu com indiferença:

— Amanhã vou assinar o contrato de transferência de ações com ela. Não terei tempo.

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