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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 260

A lua estava alta e a noite envolvente.

O semblante do homem era contido e profundo; os olhos insondáveis pareciam duas estrelas caídas do céu noturno.

A figura esguia e imponente estava oculta na escuridão, mas era impossível esconder a aura de elegância e esplendor.

Fábio se aproximou com as mãos nos bolsos.

— Esse lance de herói salvando a donzela... por que você me mandou ir no seu lugar? Assim ela não vai achar que fui eu quem a ajudei?

O olhar de Afonso continuava fixo na direção onde a bela silhueta havia desaparecido.

— Da última vez, com o caso do colar, ela já sentiu que estava me devendo um grande favor. Dessa vez, com certeza, não aceitaria a minha ajuda.

Por isso, ele precisou recorrer a Fábio, oferecendo o dinheiro sob a fachada de um investimento, para assim resolver o desespero dela.

— Desse jeito, ela não vai saber que isso foi um favor seu.

Afonso desviou o olhar.

— Eu nunca exigi que ela se lembrasse de nenhum favor meu.

Fábio conteve uma sensação estranha no peito.

— Por que teve a ideia de fazê-la participar do torneio?

Afonso ficou em silêncio por alguns segundos, antes de responder pausadamente:

— Esse Torneio de Robótica com IA é a competição de maior influência a nível internacional.

— Ela ficou escondida na família Lucca por três anos; poucas pessoas a conhecem. Se conseguir se destacar nessa competição, vai ganhar visibilidade, o que será muito benéfico para o desenvolvimento da carreira dela.

Fábio deu um sorriso de canto.

— Receio que não seja apenas pelo bem da carreira dela. O que você mais quer é fazer o Carlos ver com os próprios olhos que a mulher que ele tratou como lixo é, na verdade, a gênia da computação que ele tanto procura... e, além disso, um sonho inalcançável para ele.

Afonso falou suavemente, com uma voz profunda que ecoava como em um vale tranquilo.

— Já passou da hora de ela voltar para o seu verdadeiro lugar.

Quando Carlos chegou apressado ao Clube Exclusivo, o ferimento de Zuleica já havia sido tratado.

O corte era no canto da boca.

Ficava claro que alguém a havia agredido.

Carlos lançou um olhar para ela, sem demonstrar muita pena.

Ou talvez a raiva superasse qualquer pena que ele pudesse sentir.

Carlos sentou-se ao lado dela e a puxou para um abraço.

— Não trabalhe mais aqui. Você não disse antes que queria abrir uma floricultura? Vou pedir para o Ronaldo procurar um bom ponto comercial para alugar, e você abre a sua floricultura.

Zuleica enrijeceu por um instante.

— Você... quer me bancar como sua amante?

O dedo de Carlos tocou o canto machucado da boca dela.

— Eu sei que você é orgulhosa, mas este é um ambiente noturno. Coisas assim, infelizmente, vão continuar acontecendo. Em vez de passar por isso, é melhor você sair. Assim eu fico mais tranquilo.

Zuleica não perguntou o que significava aquele "ficar tranquilo".

Porque ela já sabia a resposta.

A tranquilidade de Carlos se referia ao ego dele.

O cliente tê-la tratado daquela forma hoje era uma afronta direta a Carlos.

Então ele não permitiria que aquilo voltasse a acontecer.

Zuleica se afastou lentamente do abraço dele.

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