Afonso achou que Naiara estava triste e permaneceu em silêncio por um momento.
Demorou um pouco para Naiara sair de seus pensamentos.
— Se a Adriana soubesse que o Carlos mantém uma confidente por aí, ela enlouqueceria.
No fim das contas, o amor do Carlos pela cunhada não era tão devoto e exclusivo assim. Desde quando ele tinha uma amiga íntima?
Afonso hesitou, escolhendo as palavras: — Você...
Naiara soltou uma risada contida.
— Não pense bobagens. Eu não sinto mais absolutamente nada pelo Carlos. Mesmo que ele tivesse um harém inteiro além dessa confidente, eu não derramaria uma única lágrima.
Seu coração em relação a Carlos já havia morrido e esfriado há muito tempo. Por isso, não importava quantas amantes ele tivesse; Naiara simplesmente não se importava mais.
— Eu só fiquei surpresa. Achei que o Carlos fosse tão apaixonado por aquela cunhada que não existisse espaço para mais ninguém. Como ele arranjou tempo para ter uma confidente?
Afonso ponderou por um instante.
— Talvez, para o Sr. Carlos, os papéis de esposa, amante e confidente não entrem em conflito.
As palavras o atingiram como um choque de realidade. Naiara não resistiu a provocá-lo.
— E o Sr. Afonso? Também acha que esses três papéis não entram em conflito?
Afonso virou o rosto para ela, os olhos transbordando uma infinita ternura.
— Eu espero que a minha esposa, a minha amante e a minha confidente sejam a mesma mulher.
O coração de Naiara acelerou de forma repentina. Ela tossiu levemente e desviou o olhar o mais rápido que pôde. Por algum motivo, de repente não teve coragem de encará-lo.
Com medo de que o clima ficasse pesado, tratou de mudar de assunto.
— Se ela é a confidente do Carlos, por que me ajudou agora há pouco?
Para isso, Afonso também não tinha respostas.
— Só ela sabe o verdadeiro motivo.
Adriana fez um bico, assumindo um tom de vítima.
— Você não atendia minhas ligações, não respondia minhas mensagens... Eu fiquei preocupada com você! A única opção que me restou foi ligar para o seu assistente.
O descontentamento de Carlos era palpável. — E você sabe muito bem que ele é o meu assistente.
Percebendo a irritação dele, Adriana mudou a tática, adotando uma voz doce e manhosa para apaziguá-lo.
— Ah, amor, não perguntei mais nada. Só quis saber se você tinha algum jantar de negócios hoje. Quando ele disse que não, eu desliguei.
Carlos puxou o braço, soltando-se do abraço de Adriana, e caminhou a passos largos para dentro da mansão.
— Foi um cliente de última hora. Eu não avisei o Ronaldo, é natural que ele não soubesse.
Antes que Adriana pudesse abrir a boca para retrucar, Carlos baixou o tom de voz, assumindo uma postura autoritária.
— Eu detesto que você se intrometa nos meus assuntos de trabalho.
Adriana estremeceu. Aquela frase soou perigosamente familiar. Claro... No passado, Carlos havia dito exatamente as mesmas palavras a Naiara. Naquela época, Adriana estava ao lado deles, assistindo a tudo. Naiara havia feito uma pergunta casual sobre o trabalho dele, e o rosto de Carlos escureceu no mesmo instante. Enquanto ouvia Carlos destratar Naiara com frieza, Adriana sorria por dentro, deliciando-se com o espetáculo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...