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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 212

Felícia ficou encostada na porta e ouviu boa parte da conversa.

Quando Naiara abriu a porta e entrou, Felícia cuspiu no chão em direção ao corredor, num gesto de desprezo.

Em seguida, tratou de consolar a patroa.

— Menina, nós não vamos nos sujeitar a eles pelo dinheiro sujo daquela família. Não tenha medo. Assim que a mão da Felícia melhorar, eu arranjo um emprego e sustento você.

Naiara abraçou Felícia.

— Felícia, você é tão boa.

Aquele afeto puro era verdadeiramente reconfortante.

— Mas eu ainda não caí tão baixo a ponto de precisar que uma senhora me sustente. Felícia, espere e verá. No futuro, você vai descobrir o quão capaz a sua menina realmente é.

— Quando eu ganhar dinheiro suficiente, vou levar você para viajar e conhecer o mundo, está bem?

Felícia abriu um sorriso de orelha a orelha.

— Está bem, está bem. A Felícia vai esperar. A minha menina é tão linda e talentosa que com certeza fará grandes coisas no futuro.

Após conversar um pouco com Felícia, o humor de Naiara melhorou bastante.

Ela pegou as coisas que havia trazido do banco e mostrou para Felícia.

Os olhos da senhora se arregalaram.

— Minha Nossa Senhora, menina, de onde veio tudo isso?

O coração de Naiara apertou.

— Meu pai economizou para mim em segredo. Ele tinha medo que Luciana descobrisse, então manteve tudo guardado no banco.

Felícia soltou um longo suspiro.

— Dá para ver que o presidente amava muito você.

— Felícia, eu preciso sair.

— Para onde você vai?

Naiara hesitou um pouco.

Felícia não se importou nem um pouco.

— Deixa para lá, menina. Se não quiser falar, não precisa.

Naiara segurou a mão dela.

— Quando eu voltar, te conto. E talvez até traga alguém para você conhecer.

Felícia ficou curiosa.

— Que pessoa?

Isadora deu uma risada.

— Eu nem pedi a folga ainda e você já me deu essa bronca. Aos seus olhos, parece que a empresa do Sr. Afonso é muito mais importante que eu. Ou melhor...

— Parece que o Sr. Afonso é muito mais importante que eu.

Naiara repreendeu, levemente constrangida.

— Olha as coisas que você pensa.

— Tudo bem, estou só brincando — disse Isadora. — Eu sei o quanto você é racional.

— Mas eu continuo preocupada se você for sozinha.

— Assim que eu chegar lá, entro em contato com você — garantiu Naiara.

— Certo, me ligue a qualquer momento. Se acontecer alguma coisa, eu vou atrás de você na mesma hora.

— Uhum.

Carlos voltou para o Residencial Baía Esmeralda com a cabeça cheia de preocupações.

Ao entrar, ouviu risadas e conversas animadas vindas da sala de estar.

Fazia muito tempo que não via uma atmosfera tão alegre naquela casa.

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