Felícia ficou encostada na porta e ouviu boa parte da conversa.
Quando Naiara abriu a porta e entrou, Felícia cuspiu no chão em direção ao corredor, num gesto de desprezo.
Em seguida, tratou de consolar a patroa.
— Menina, nós não vamos nos sujeitar a eles pelo dinheiro sujo daquela família. Não tenha medo. Assim que a mão da Felícia melhorar, eu arranjo um emprego e sustento você.
Naiara abraçou Felícia.
— Felícia, você é tão boa.
Aquele afeto puro era verdadeiramente reconfortante.
— Mas eu ainda não caí tão baixo a ponto de precisar que uma senhora me sustente. Felícia, espere e verá. No futuro, você vai descobrir o quão capaz a sua menina realmente é.
— Quando eu ganhar dinheiro suficiente, vou levar você para viajar e conhecer o mundo, está bem?
Felícia abriu um sorriso de orelha a orelha.
— Está bem, está bem. A Felícia vai esperar. A minha menina é tão linda e talentosa que com certeza fará grandes coisas no futuro.
Após conversar um pouco com Felícia, o humor de Naiara melhorou bastante.
Ela pegou as coisas que havia trazido do banco e mostrou para Felícia.
Os olhos da senhora se arregalaram.
— Minha Nossa Senhora, menina, de onde veio tudo isso?
O coração de Naiara apertou.
— Meu pai economizou para mim em segredo. Ele tinha medo que Luciana descobrisse, então manteve tudo guardado no banco.
Felícia soltou um longo suspiro.
— Dá para ver que o presidente amava muito você.
— Felícia, eu preciso sair.
— Para onde você vai?
Naiara hesitou um pouco.
Felícia não se importou nem um pouco.
— Deixa para lá, menina. Se não quiser falar, não precisa.
Naiara segurou a mão dela.
— Quando eu voltar, te conto. E talvez até traga alguém para você conhecer.
Felícia ficou curiosa.
— Que pessoa?
Isadora deu uma risada.
— Eu nem pedi a folga ainda e você já me deu essa bronca. Aos seus olhos, parece que a empresa do Sr. Afonso é muito mais importante que eu. Ou melhor...
— Parece que o Sr. Afonso é muito mais importante que eu.
Naiara repreendeu, levemente constrangida.
— Olha as coisas que você pensa.
— Tudo bem, estou só brincando — disse Isadora. — Eu sei o quanto você é racional.
— Mas eu continuo preocupada se você for sozinha.
— Assim que eu chegar lá, entro em contato com você — garantiu Naiara.
— Certo, me ligue a qualquer momento. Se acontecer alguma coisa, eu vou atrás de você na mesma hora.
— Uhum.
Carlos voltou para o Residencial Baía Esmeralda com a cabeça cheia de preocupações.
Ao entrar, ouviu risadas e conversas animadas vindas da sala de estar.
Fazia muito tempo que não via uma atmosfera tão alegre naquela casa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...