— Eu realmente não esperava que esse Carlos fosse se envolver com a própria cunhada.
— Naiara, uma coisa enorme dessas, por que você nunca me contou?
— E sobre o divórcio, você realmente pretende se divorciar do Carlos?
— É bom você pensar direito. Se você sair da família Lucca, você não será mais ninguém, e não terá mais nada.
Naiara se olhou no espelho. Estava pálida como papel, e de repente sentiu uma dor aguda pelo bebê em seu ventre.
Aquela pequena vida estava sofrendo demais ao lado dela.
— Você pode ficar absolutamente tranquila. Mesmo que eu tenha que sair pela rua para mendigar, eu não vou pedir nada a você.
Luciana suspirou, aliviada.
— Foi você quem disse isso. Não vá dar para trás depois.
O coração de Naiara era como água morta e imóvel.
— Fui eu que disse.
Satisfeita, Luciana saiu.
Mas, ao chegar à porta, ela recuou um passo.
— Naiara...
Naiara percebeu uma pitada de hesitação na voz, mas não respondeu.
Aquele lugar já tinha partido seu coração por completo.
O próprio nome "Luciana" estava prestes a se tornar seu pior pesadelo.
Com um tom carregado de segundas intenções, Luciana acrescentou:
— Não importa o que aconteça, não venha me culpar.
Naiara achou que era apenas um delírio de Luciana no calor do momento e não deu a menor importância.
Naiara levou consigo duas coisas que pertenciam a Thiago.
Uma caneta e um pequeno boneco de pelúcia.
A caneta tinha sido um presente de aniversário que Naiara havia comprado com o dinheiro de sua própria bolsa de estudos.
Ela jamais imaginou que ele a guardaria como um tesouro por todo aquele tempo.
E o bonequinho era um prêmio que Naiara havia ganhado em uma barraca de tiro esportivo quando Thiago a levara para passear.
Também guardado como uma preciosidade por Thiago até o fim.
Olhando para aqueles dois objetos, as lágrimas ameaçaram cair novamente.
Com muito esforço, ela as segurou.
Ao sair da Mansão Nº 1, ela não olhou para trás nenhuma vez.
Àquele lugar, ela jamais retornaria.
De volta ao Pátio do Luar.
A voz de Felícia soou de longe.
— Senhorita, por que a senhora comprou tantas costelas especiais?
Minutos depois, a resposta de Afonso chegou.
[Eu só estava de passagem.]
Naiara duvidou profundamente daquela frase, mas não quis insistir.
[Pelo visto, você monopolizou todo o estoque do restaurante hoje.]
Afonso: [Eu só não queria enfrentar a fila.]
Naiara: [Então você comprou todas as costelas do cardápio de uma vez só? E o dono aceitou?]
Afonso: [Eu paguei o dobro do preço.]
Naiara: ......
O que mais ela poderia dizer?
Isso que é ostentar riqueza.
Antes que Naiara terminasse de digitar a próxima mensagem, seu telefone tocou subitamente.
— Olá, Srta. Naiara, eu sou um advogado da Advocacia Aurora, me chamo Sílvio. Gostaria de falar com a senhora sobre o testamento que o seu pai deixou antes de falecer. A senhora poderia vir ao escritório?
Naiara ficou em choque.
O testamento do seu pai?
Do outro lado da linha, o homem reforçou:
— Srta. Naiara, eu espero que possamos conversar pessoalmente, então, por favor, venha o mais rápido possível. Afinal, trata-se de um assunto de extrema importância.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...