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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 164

No escritório da família Lucca.

O rosto de Wilson estava sombrio, quase esverdeado de raiva. Ele levantou a mão e desferiu um soco pesado sobre a mesa.

Dona Franciely tomou um susto. Quase disse algo, mas preferiu manter a boca fechada.

Perder bilhões da noite para o dia deixaria qualquer um furioso.

Uma expressão cruel cruzou o rosto de Wilson.

— Senhora Franciely, temo que a esposa do seu neto não possa mais continuar na família Lucca. Se o divórcio for complicado, que ao menos encontremos alguém para lhe dar uma lição.

A matriarca sabia o quanto Wilson era implacável em seus métodos, e seu coração deu um pulo.

— É melhor termos cautela. Ela sabe coisas demais sobre a nossa família.

O olhar de Wilson ficou ainda mais assassino.

— Então, talvez devêssemos...

Dona Franciely sentiu o estômago revirar.

— Absolutamente não! Se isso vazar, nenhuma de nossas famílias sairá ilesa.

Mas ele estava longe de se conformar.

— É melhor do que deixá-la abrir a boca por aí, destruindo a reputação da família Lucca e, pior ainda, a de Adriana.

Franciely suspirou com frustração.

— Eu achava que o Thiago estava com os dias contados e que aquela mulher perderia seu último pilar. Nunca imaginei que ela tivesse um grupo tão poderoso de amigos dispostos a protegê-la.

— E é por isso mesmo que não podemos agir por impulso. Vai saber quem mais estaríamos ofendendo.

Quanto mais Wilson pensava, mais sua raiva crescia.

— Eu perdi uma fortuna por causa disso. Não vou deixar isso barato.

— E o que você sugere? Além do mais, não temos provas de que ela seja a responsável pelo que aconteceu.

Wilson soltou uma lufada de ar frio.

— Quem mais poderia ser? Pelo seu tom, parece até que a senhora está defendendo essa mulher.

Franciely expressou sua preocupação.

— Com um prejuízo tão grande, duvido que o Wilson deixe isso quieto. Tenho medo que ele cometa uma loucura.

Karina deu de ombros.

— Se ele decidir fazer algo criminoso, o problema é dele. Se ele fizer, a gente apenas corta os laços e lava as mãos.

Franciely revirou os olhos.

— Com a ligação que as nossas duas famílias têm agora, você acha mesmo que será tão fácil lavar as mãos?

— E se o Wilson quiser agir, nós vamos conseguir impedi-lo? Para falar a verdade, acho que já passou da hora de alguém colocar aquela abusada no seu devido lugar. Veja como ela está arrogante ultimamente! — Karina reclamou. — Hoje cedo, no saguão do hospital, eu cruzei com ela. E adivinhe? A insolente não disse um 'bom dia'. Passou por mim como se eu fosse invisível.

Franciely, porém, pensava num cenário mais amplo.

— Meu medo é que ela não recue e nos deixe ainda mais vulneráveis.

Karina estava cega de indignação.

— Não podemos deixar aquela mulher pisar em nós e fazer o que bem entender! Eu, pelo menos, não vou engolir esse desaforo.

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