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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 162

O sorriso de Zuleica retornou, muito sutil.

— No fundo, você não ama tanto assim a Srta. Adriana.

Carlos não respondeu, mas também não negou.

— Você também vai dizer que eu só amo a mim mesmo? — perguntou ele.

Zuleica pareceu surpresa.

— Também?

— Ela também já me disse exatamente a mesma coisa.

— A sua esposa?

— Sim.

Zuleica deu uma risadinha suave.

— Na verdade, a sua esposa te conhece muito bem.

Carlos lançou-lhe um olhar oblíquo, com um sorriso que carregava um aviso de perigo.

— Você está me insultando?

Zuleica não demonstrou medo algum.

— Não, estou apenas dizendo a verdade. Você mesmo disse que espera que todas as nossas conversas sejam honestas e venham do fundo do coração.

Ele parou para pensar.

Realmente se lembrava de ter dito algo assim.

A maioria das interações humanas estava coberta por máscaras de hipocrisia.

Devido à sua posição, pouquíssimos tinham a coragem de lhe dizer a verdade.

Até mesmo seus assistentes mais próximos às vezes pisavam em ovos e lhe diziam apenas o que ele queria ouvir.

Apenas aquela mulher à sua frente sempre lhe dizia a verdade nua e crua.

Por isso, Carlos não ficou bravo.

— Antes, eu achava que a sua aparência se assemelhava um pouco à da Adriana. Só agora percebi que, por dentro, você é ainda mais parecida com ela.

Zuleica abriu um sorriso encantador.

— Você mudou.

— Eu mudei?

— Sim. Você mudou. Começou a se importar com a sua esposa.

Carlos ficou paralisado por uma fração de segundo.

— No passado, você sequer olhava para ela, muito menos prestava atenção nela — completou Zuleica.

Ele ficou em silêncio por um longo momento. Depois, inclinou a cabeça para trás e virou o copo de bebida de uma só vez.

Não!

Ele não havia mudado.

Era apenas porque aquela mulher andava causando tanto alvoroço ultimamente que ele fora forçado a notá-la.

Dois dias depois.

— Não precisa retribuir nada.

— Não! Eu faço questão. Não posso ficar em dívida com você para sempre.

Ela soava teimosa como uma garotinha.

Afonso não pôde deixar de sorrir.

— Está bem. O que a deixar mais feliz.

À tarde.

Thiago foi transferido para um quarto comum.

Mas não era tão comum assim.

Era um quarto individual luxuoso.

Ele estava deitado na cama, com o olhar um tanto vazio.

Luciana usava um cotonete para umedecer lentamente os lábios ressecados dele.

Naiara realmente não conseguia decifrar quanto amor Luciana tinha pelo marido.

Quando a viu entrar, Luciana apenas lançou-lhe um olhar frio de canto de olho, sem dizer nada.

Assim que Naiara se aproximou da cama, Thiago tirou a mão debaixo do lençol.

Naiara a segurou imediatamente e murmurou com suavidade:

— Pai.

Ele assentiu, a voz saindo extremamente rouca.

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