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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 155

No entanto, Luciana nunca havia imaginado chegar ao ponto de cortar laços definitivamente.

Especialmente depois daquele assunto do empréstimo, que a fez perceber que Naiara não era de todo inútil. Talvez ela ainda pudesse ser de grande ajuda para a família Jasmim no futuro.

Luciana hesitou por um longo tempo, e seu tom de voz acabou suavizando.

— Quando foi que eu disse que queria cortar laços com você? Isso é pura invenção da sua cabeça.

Naiara deu um riso frio e contido.

— Está com medo de que, se cortarmos laços, não vai mais poder me usar no futuro?

Luciana sentiu um frio na espinha. A garota conseguia adivinhar exatamente o que ela estava pensando.

— Na verdade, o que eu queria te dizer é... — Naiara suspirou, um som quase imperceptível, carregado de profunda decepção. — Esta sua filha não é tão burra quanto você pensa. Eu não luto, porque sei que sempre vivi sob o teto dos outros.

— Eu não brigo pelas coisas, porque ainda tenho um pai que me ama e não quero colocá-lo em uma situação difícil.

— Mas se eu quisesse lutar e tomar o que é meu, você jamais conseguiria me impedir.

A voz não era alta, mas exalava uma aura implacável e uma autoridade avassaladora.

Luciana já não tinha certeza. A mulher falando com ela naquele momento ainda era a mesma filha que ela havia criado por vinte e oito anos?

Luciana ficou paralisada por um bom tempo.

— Naiara...

— Não me chame assim — cortou Naiara friamente. — Não venha fingir ser uma mãe amorosa logo depois de ter me dado tapas no rosto, dizendo algumas palavras bonitas como se fossem um prêmio. Isso me faria ter a falsa ilusão de que também sou uma filha amada pela mãe.

Luciana queria explodir de raiva. Mas, por algum motivo, a raiva não saía. Ela simplesmente não tinha como refutar as palavras de Naiara.

Porque eram pura verdade.

Ela realmente não havia cumprido seu dever como mãe, e a diferença de tratamento entre os dois filhos era gritante.

Tudo isso porque Naiara não era sua filha biológica.

Ela tinha ressalvas.

Tinha rejeição.

Como não era sua própria carne e sangue, era impossível amá-la. Isso não era a coisa mais normal do mundo?

Naiara deu um sorriso autodepreciativo.

— Qual orfanato?

— Não ficava em Rio Belo. E, pelo que fiquei sabendo, aquele orfanato fechou há mais de dez anos.

Naiara não continuou perguntando.

Ela tinha a vaga intuição de que a maior parte do que Luciana acabara de dizer não era verdade. Como alguém poderia não se lembrar de um detalhe tão importante?

Talvez ela simplesmente não quisesse contar.

Em qual orfanato Luciana conseguiria adotar uma criança exatamente com o perfil astrológico e a data de nascimento que ela exigia?

Naiara depositou sua única esperança em Thiago Jasmim. Talvez pudesse arrancar alguma informação do pai.

De repente, a campainha tocou.

Felícia foi atender a porta.

Logo, a voz dela soou, demonstrando clara insatisfação.

— Senhorita, o Sr. Carlos veio procurá-la.

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