Na manhã seguinte, Naiara foi diretamente ao médico responsável por Thiago para discutir a possibilidade de transferência hospitalar.
O médico já conhecia a reputação do Dr. Joaquim e concordou que valia a pena tentar.
O problema crucial era que, sem o consentimento de Luciana, a transferência era absolutamente impossível.
Naiara estava consumida pela ansiedade.
Sua angústia se arrastou até a tarde, quando o hospital lhe trouxe uma notícia milagrosa.
O próprio Dr. Joaquim havia chegado ao hospital!
Naiara mal pôde acreditar nos próprios ouvidos.
Foi apenas quando entrou no consultório e viu o senhor de cabelos grisalhos com os próprios olhos que ela se permitiu acreditar.
Naiara quase caiu de joelhos em gratidão.
O idoso, com um semblante gentil, ajeitou os óculos de leitura e lhe explicou a situação.
— O Sr. Afonso Xavier apareceu na minha porta logo cedo. Ele me implorou por horas, dirigiu pessoalmente para me buscar e organizou uma acomodação impecável, com pessoas para cuidar de todas as minhas necessidades. Fui tão tocado pela sinceridade dele que decidi vir.
Afonso, de novo...
Naiara perdeu as palavras.
Para não perder tempo, o hospital organizou uma junta médica imediatamente.
O resultado da consulta foi a decisão de combinar a Medicina Oriental com tratamentos ocidentais.
O Dr. Joaquim entrou na Unidade de Terapia Intensiva para iniciar as sessões de acupuntura.
Naiara ficou de guarda do lado de fora.
Ela sentiu como se a esperança finalmente estivesse acenando para ela. O coração, que estivera apertado por tanto tempo, finalmente relaxou um pouco.
— Srta. Naiara, aqui está o seu café da manhã.
Naiara piscou, confusa. — Eu não pedi nada.
O entregador respondeu: — Foi um cavalheiro de sobrenome Xavier que encomendou.
Afonso?
Só então Naiara se lembrou.
Depois de deixar o especialista no hospital, Afonso havia saído apressado.
Parecia ter assuntos urgentes a tratar.
Naiara pegou a refeição e puxou o celular, pensando em ligar para ele.
Nem que fosse apenas para dizer um simples "obrigada".
Mas, pensando bem, um mero agradecimento parecia barato demais diante do que ele fizera.
Seria melhor esperar até que tudo estivesse resolvido para retribuir adequadamente.
Naiara forçou-se a comer.
Naiara usou exatamente as palavras que ouviu na noite anterior para rebatê-lo.
— Como eu poderia culpá-lo? Eu sei muito bem separar o que é prioridade do que não é.
Carlos hesitou por um segundo.
— Nós realmente temos uma conexão, não é? Eu sabia que você entenderia as prioridades.
Naiara perguntou, com um tom cortante e frio: — Então, se o meu pai vive ou morre, não tem importância nenhuma?
— Não foi isso que eu... — Carlos tentou se justificar.
— Faz sentido. Afinal, a criança é o precioso herdeiro que carrega o sangue da família Lucca. Eu sou apenas uma estranha, e o meu pai não tem absolutamente nenhuma relação com você. É claro que não é importante. — Naiara o interrompeu.
E, sem esperar resposta, desligou na cara dele.
Ela não suportava mais ouvir a hipocrisia de Carlos.
Naquele momento, uma enfermeira passou empurrando um carrinho de medicamentos.
O olhar de Naiara caiu casualmente sobre ele.
Seus olhos fixaram-se subitamente nos tubos de amostra de sangue no carrinho.
Sangue?
Ah.
Ela iria verificar com os próprios olhos se aquele "tesourinho" da família Lucca era, de fato, o verdadeiro herdeiro dos Lucca!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...