Dizendo isso, ela soltou um suspiro profundo.
— Quando penso que o nosso bebezinho vai ter que ficar internado por sete dias, meu coração aperta. Ele é tão pequenininho. Quando vi a agulha espetando nele para tirar sangue agora há pouco, meu coração sangrou.
Carlos estava prestes a falar, mas uma mulher que passava interveio.
Provavelmente por também ser mãe, ela sentiu grande empatia.
— É como dizem: bate no filho, dói na mãe. Nós, mães, somos assim. Aguentamos qualquer sofrimento, mas não suportamos ver nossos filhos padecerem.
— Mas não se preocupe, é normal que crianças pequenas tenham a imunidade baixa. Uma doença ou outra é completamente comum.
Adriana respondeu com extrema educação:
— Sim, obrigada pelo consolo.
Tão doce e comportada que até os estranhos simpatizaram com ela.
— Que sorte a sua ter um marido tão atencioso ao seu lado. Olhe para mim, esses dias todos eu fiquei sozinha no hospital cuidando do meu filho. Aquele inútil do meu marido só sabe dizer que está ocupado.
Ao ouvir isso, Adriana se alegrou secretamente e, instintivamente, levantou a cabeça para olhar para o homem de traços deslumbrantes.
Carlos não a corrigiu, aceitando o mal-entendido com uma expressão serena.
A felicidade de Adriana quase transbordou.
O elevador parou no térreo.
A multidão se dispersou.
Naiara foi a última a sair do elevador, parando de propósito por um instante antes de prosseguir.
Ela não queria que aquela sujeira poluísse seus olhos.
Mas a Lei de Murphy é implacável.
Quanto menos você quer algo, mais esse algo aparece.
Naiara freou os passos de imediato e recuou para trás da esquina.
Eram Carlos e Adriana, de novo.
O zíper do casaco de Adriana estava aberto.
Com medo de que ela pegasse frio, Carlos puxou o zíper para ela com as próprias mãos.
Adriana puxou assunto de propósito.
— Carlos, o que você quer dizer com isso?
— Agora que as ações do Grupo Jasmim estão despencando, se quisermos comprá-lo, o preço certamente não será alto. — disse Carlos.
Adriana exclamou:
— Você quer comprar o Grupo Jasmim?
— Naquela época, quando o Grupo Jasmim estava atolado em dívidas, eu já havia mencionado a compra ao meu sogro. Que pena... — disse Carlos.
Que pena que o sogro era teimoso e se recusou a vender o grupo, dispensando-o com desculpas esfarrapadas.
O que eles disseram depois disso, Naiara já não conseguia ouvir.
Suas mãos estavam cerradas com força e seu corpo tremia incontrolavelmente.
A voz de Carlos foi como uma faca, apunhalando seu coração golpe após golpe.
Seu coração sangrava profusamente.
Carlos estava, na verdade, torcendo para que seu pai nunca mais acordasse...
De repente, um par de mãos calorosas cobriu as orelhas de Naiara por trás.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...