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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 135

Thiago foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva.

As visitas da família estavam estritamente proibidas.

Era a primeira vez que Pedro lidava com uma tragédia dessa magnitude, e o pânico em seu rosto era evidente durante todo o processo.

— Mãe, o pai vai morrer?

Luciana lançou um olhar assassino na direção de Naiara.

— Isso só depende se o seu pai vai ter força suficiente para suportar a maldição que certas pessoas trouxeram para a nossa família.

Cada respiração de Naiara era um corte em sua alma. Ela engoliu a dor várias vezes antes de conseguir articular as palavras, mantendo a postura fria.

— Eu já te prometi. Assim que o papai estiver recuperado, evitarei voltar a esta casa a todo custo. E pode ficar tranquila, eu não quero um único centavo da família Jasmim.

Luciana zombou com desdém.

— Belas palavras. Você quer que eu acredite que, com toda a fortuna da família Jasmim, não há a menor cobiça no seu coração?

Naiara não se deu ao trabalho de argumentar.

— Acredite no que quiser. Minhas palavras são definitivas e eu cumpro o que prometo.

— Só tenho uma exigência.

— Até que o meu pai se recupere completamente, exijo que tenhamos uma trégua. Não vou permitir que ele sofra mais nenhum baque emocional.

Luciana retrucou: — Desde que você mantenha sua palavra, nós temos um acordo.

Luciana virou as costas e puxou Pedro pelo braço para irem embora.

Naiara permaneceu sozinha, sentada no banco gelado em frente à UTI.

Permaneceu na mesma posição por mais de uma hora.

Ao ver seu rosto pálido e esgotado, a enfermeira tentou ser gentil.

— A senhora não precisa passar a noite aqui. Qualquer mudança no quadro, nós entraremos em contato imediatamente.

Naiara sussurrou: — Eu só quero ficar mais um pouco com o meu pai.

Porque ela não fazia ideia do que o amanhã traria.

E não sabia por quanto tempo mais ainda poderia ficar ao lado dele.

Foi então que o telefone tocou. Era Carlos.

Naiara lembrou-se da cerimônia de premiação na mesma hora.

— Eu não poderei ir hoje. — disse ela com firmeza.

A irritação de Carlos foi instantânea.

— Nós tínhamos um acordo! Que história é essa de mudar os planos de uma hora para a outra?!

Naiara puxou o ar lentamente. — O meu pai está na UTI.

Carlos emudeceu por um instante, pego de surpresa.

— O que aconteceu de repente? Por que ele foi parar na UTI?

Naiara não entrou em detalhes. Apenas pediu: — Você pode vir até aqui?

Ela estava exausta até o osso. Precisava desesperadamente de um ombro para se apoiar.

E a pergunta lhe escapou sem filtros.

— Não se preocupe. Vai dar tudo certo.

Naiara manteve a cabeça baixa, enquanto uma lágrima fervente escapou e pingou nas costas da mão de Carlos.

Ele a puxou para os braços, confortando-a em um sussurro quase imperceptível.

— Eu mandarei chamar os melhores especialistas do país. Deixe tudo nas minhas mãos.

Naiara não tentou afastá-lo.

Suas forças haviam se esgotado completamente.

Sua cabeça latejava de dor e um mal-estar revirava o seu estômago.

— Naiara. — ele a chamou.

Naiara murmurou com voz fraca: — Hm.

— Por que você não me contou?

Naiara pensou que ele estivesse falando sobre o ataque cardíaco do pai.

— Mas eu acabei de te contar.

Carlos corrigiu: — Eu estou falando sobre mim e a Adriana.

Naiara congelou. Ela se endireitou bruscamente, libertando-se do abraço.

— Aonde você quer chegar?

Carlos deslizou os dedos para ajeitar uma mecha de cabelo desgrenhado que caía sobre o rosto dela.

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