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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 130

Carlos tentou acalmá-la: — É apenas um mesversário. Ele terá aniversários todos os anos, e aí faremos festas grandiosas para ele.

Adriana abriu um sorriso radiante.

— Então você promete que estará presente em todos os aniversários do nosso bebê?

Carlos: — É claro que estarei.

Adriana quase se jogou nos braços dele, mas recuou ao ouvir a frase seguinte de Carlos.

— Afinal de contas, eu sou o tio do bebê.

O coração eufórico de Adriana despencou no abismo em um instante.

— Ah, a propósito, tem mais uma coisa que eu preciso te falar.

Adriana murmurou um "hum", completamente aérea.

— Eu concordei em deixar a sua cunhada trabalhar na empresa. Assim, ela não fica em casa criando paranoias e evitamos mais atritos com a minha avó. E você também... pare de imaginar coisas.

— A sua cunhada não é uma pessoa mesquinha, ela não vai guardar rancor de você para sempre. É tudo coisa da sua cabeça. Somos todos uma família, temos que ser mais tolerantes uns com os outros e conviver em paz.

Adriana mordeu o lábio, segurando as lágrimas a todo custo.

Ela compreendia o coração de Carlos cada vez menos.

Ontem à noite, ele não suportou vê-la de joelhos e, ignorando a dignidade de Naiara, a puxou de lá à força.

Isso significava que ele se importava com ela.

Mas hoje, essas palavras a faziam sentir que ela não era nada para ele.

Adriana quase explodiu em perguntas.

Mas, com astúcia, conteve-se.

Ela não podia se desesperar, não podia correr o risco de falar algo errado.

Carlos odiava ser pressionado.

Além do mais, o pai dela já havia prometido que a ajudaria.

Com enorme má vontade, Adriana forçou um sorriso submisso.

— Tudo bem, eu entendo. Fique tranquilo, Carlos. Eu vou me dar muito bem com a cunhada.

O bebê em seus braços começou a ficar sonolento.

Carlos entregou a criança à babá.

A empregada Débora se aproximou para relatar:

— No fim das contas, a culpa não é sua?

— Carlos! — Vitória estava prestes a explodir. — Você ainda está defendendo aquela vadia! Ela te deu alguma poção de amor, foi?!

Ao ouvir a palavra "vadia", Carlos perdeu a paciência de vez.

— Vitória! Eu vou te avisar pela última vez: trate a sua cunhada com respeito! Ponha isso na sua cabeça: ela sempre será a sua cunhada!

Cega de raiva, Vitória disparou sem pensar nas consequências.

— Eu não quero ela como minha cunhada! Eu quero que a Adriana seja a minha cunhada de verdade! Afinal, o Nilton já morreu e você e a Adriana já têm um filho! Você pode muito bem se divorciar daquela mulher e se casar com a Adriana!

— E eu sei que a vovó e a mamãe também querem isso! Não me diga que você não percebeu!

— Cale essa boca!

— Eu não vou calar! — Vitória já havia perdido o resto da sanidade que lhe sobrava. — Você acha que eu sou idiota? Acha que eu não sei de onde veio o bebê que a Adriana está segurando?!

— Espermatozoides congelados, uma ova! Vocês foram para a cama juntos e cometeram a pior das traições!

Carlos ficou petrificado.

— Como você... sabe disso?

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