Carlos tentou acalmá-la: — É apenas um mesversário. Ele terá aniversários todos os anos, e aí faremos festas grandiosas para ele.
Adriana abriu um sorriso radiante.
— Então você promete que estará presente em todos os aniversários do nosso bebê?
Carlos: — É claro que estarei.
Adriana quase se jogou nos braços dele, mas recuou ao ouvir a frase seguinte de Carlos.
— Afinal de contas, eu sou o tio do bebê.
O coração eufórico de Adriana despencou no abismo em um instante.
— Ah, a propósito, tem mais uma coisa que eu preciso te falar.
Adriana murmurou um "hum", completamente aérea.
— Eu concordei em deixar a sua cunhada trabalhar na empresa. Assim, ela não fica em casa criando paranoias e evitamos mais atritos com a minha avó. E você também... pare de imaginar coisas.
— A sua cunhada não é uma pessoa mesquinha, ela não vai guardar rancor de você para sempre. É tudo coisa da sua cabeça. Somos todos uma família, temos que ser mais tolerantes uns com os outros e conviver em paz.
Adriana mordeu o lábio, segurando as lágrimas a todo custo.
Ela compreendia o coração de Carlos cada vez menos.
Ontem à noite, ele não suportou vê-la de joelhos e, ignorando a dignidade de Naiara, a puxou de lá à força.
Isso significava que ele se importava com ela.
Mas hoje, essas palavras a faziam sentir que ela não era nada para ele.
Adriana quase explodiu em perguntas.
Mas, com astúcia, conteve-se.
Ela não podia se desesperar, não podia correr o risco de falar algo errado.
Carlos odiava ser pressionado.
Além do mais, o pai dela já havia prometido que a ajudaria.
Com enorme má vontade, Adriana forçou um sorriso submisso.
— Tudo bem, eu entendo. Fique tranquilo, Carlos. Eu vou me dar muito bem com a cunhada.
O bebê em seus braços começou a ficar sonolento.
Carlos entregou a criança à babá.
A empregada Débora se aproximou para relatar:
— No fim das contas, a culpa não é sua?
— Carlos! — Vitória estava prestes a explodir. — Você ainda está defendendo aquela vadia! Ela te deu alguma poção de amor, foi?!
Ao ouvir a palavra "vadia", Carlos perdeu a paciência de vez.
— Vitória! Eu vou te avisar pela última vez: trate a sua cunhada com respeito! Ponha isso na sua cabeça: ela sempre será a sua cunhada!
Cega de raiva, Vitória disparou sem pensar nas consequências.
— Eu não quero ela como minha cunhada! Eu quero que a Adriana seja a minha cunhada de verdade! Afinal, o Nilton já morreu e você e a Adriana já têm um filho! Você pode muito bem se divorciar daquela mulher e se casar com a Adriana!
— E eu sei que a vovó e a mamãe também querem isso! Não me diga que você não percebeu!
— Cale essa boca!
— Eu não vou calar! — Vitória já havia perdido o resto da sanidade que lhe sobrava. — Você acha que eu sou idiota? Acha que eu não sei de onde veio o bebê que a Adriana está segurando?!
— Espermatozoides congelados, uma ova! Vocês foram para a cama juntos e cometeram a pior das traições!
Carlos ficou petrificado.
— Como você... sabe disso?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...