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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 122

— Vou levá-la de volta para o quarto — disse Carlos.

Mas Adriana, dissimulada, fez questão de murmurar com sua voz mais doce e frágil:

— Carlos, por que você não vai atrás da cunhada? Eu... eu estou bemzinha. Não quero causar problemas.

Carlos olhou para o ponto onde a figura de Naiara havia desaparecido na escuridão, com o coração um caos turbulento.

— Deixe-a ir.

Adriana continuou com a falsa preocupação: — Mas amanhã temos a cerimônia de premiação de caridade. Se a cunhada não for, como você vai explicar isso para o Sr. Leonardo?

Carlos respondeu, embora sua voz soasse estranhamente insegura:

— Ela não vai faltar. A não ser... que ela realmente não queira mais o título de Senhora Lucca.

O carro de Leonardo estacionou majestosamente em frente ao Pátio do Luar.

Leonardo abaixou o vidro: — Seu moleque atrevido. Passa um século sem me procurar e, quando finalmente lembra que eu existo, é para me pedir para resgatar alguém.

Afonso abriu um sorriso elegante e contido. — Obrigado, tio Leonardo.

Leonardo bufou: — Ainda bem que você se lembra do seu tio Leonardo. Está em Rio Belo há tanto tempo e nem se deu ao trabalho de ir à minha casa tomar um bom vinho.

Afonso manteve a postura impecável: — Tenho estado bastante ocupado ultimamente.

Leonardo deu um sorriso cheio de segundas intenções: — Não me parece tão ocupado assim, já que tem tempo de sobra para se preocupar com a esposa dos outros.

— Tio Leonardo. — O tom de Afonso tornou-se mais sério e solene. — Já expliquei. Ela é apenas minha parceira de negócios, além de uma excelente amiga.

Leonardo parou de provocá-lo e foi direto ao ponto: — Como você tem tanta certeza de que ela se meteu em problemas na mansão dos Lucca?

Afonso explicou com sua precisão cirúrgica:

— Primeiro, o celular dela não atende. Ela só desliga o aparelho quando está dormindo.

— Segundo, a filha preciosa da família Lucca foi agredida. A Matriarca Franciely jamais deixaria isso passar impune. Ela já não suportava a Naiara, então é óbvio que não desperdiçaria uma oportunidade de ouro como essa.

— Mas como não posso ter cem por cento de certeza de que o pior aconteceu, pedi ao senhor o imenso favor de ir até lá verificar.

Leonardo riu, balançando a cabeça: — A primeira vez que você me pede um favor na vida, e é para uma confusão dessas. Sorte sua que é você. Se fosse qualquer outro, eu mandava quebrar as duas pernas.

Afonso manteve o sorriso polido: — Sei que o tio Leonardo tem um carinho especial por mim.

Leonardo apontou o dedo para ele: — Não venha com essa. Conheço você há anos e nunca te vi falar algo tão meloso. Pelo visto, essa tal Srta. Naiara...

— Ou melhor, essa sua 'parceira de negócios', tem um peso muito grande no seu coração.

Afonso não respondeu.

Leonardo olhou para o relógio suíço em seu pulso.

— Bom, já está tarde. Preciso voltar.

José mordeu os lábios, tomando coragem.

— Jovem mestre, por que o senhor trata a Srta. Naiara tão bem?

Afonso: — Quer ouvir a verdade?

José: — Claro que quero ouvir a verdade! Mas, se o jovem mestre não quiser falar, eu não pergunto mais nada.

Afonso estava prestes a responder.

De repente, José levantou a mão, fazendo um juramento: — Mas pode ficar tranquilo, jovem mestre! Não importa o que me diga, nenhuma terceira pessoa ficará sabendo. Eu juro pela minha vida!

Depois disso, ele ficou encarando Afonso, ansioso como uma criança.

Afonso desviou o olhar da janela, acariciou lentamente a pulseira do seu relógio de grife e deu um sorriso quase imperceptível.

— Você não me perguntou um tempo atrás por quem eu já fui apaixonado?

José concordou com a cabeça: — Sim, mas o que isso tem a ver com...

José engasgou, a boca abrindo e fechando repetidas vezes.

— Jovem mestre, o senhor... o senhor não me diga que...

Afonso respondeu, sereno: — Fui eu.

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