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Ele Teve um Filho com Outra - Casei com o CEO que Ele Odeia romance Capítulo 144

A equipe de Gonçalo trabalhou rápido.

Em menos de quarenta e oito horas, Dante tinha um dossiê completo sobre Lucas. Nome completo, idade, documentos, endereço. Histórico escolar. Registro de nascimento dos pais. Até o nome do cachorro que a família tinha adotado no ano passado.

- O rapaz não tem passagem pela polícia - Gonçalo relatou, pelo telefone. - Estudante de engenharia, média boa, nunca reprovou. Mora com os pais em um bairro de classe média. Pai é eletricista, mãe é dona de casa. A família é… normal.

- Normal como?

- Normal no sentido de não ter segundas intenções. Nenhum envolvimento com o crime, nenhuma dívida que justifique uma chantagem. Eles parecem ser exatamente o que aparentam: pessoas simples e trabalhadoras.

Dante folheou os papéis enquanto ouvia.

Fotos antigas do rapaz ainda na escola. Fotos da casa modesta, bem cuidada. Uma foto de família: pai, mãe, três filhos, sorrisos. O tipo de casa onde a decoração não combinava com o calendário, mas a geladeira tinha imãs bregas e recadinhos carinhosos.

- E a relação com a Nina? - perguntou.

- Eles se conheceram em uma festa universitária. Ficaram juntos por cerca de dois meses. Depois ela sumiu. Ele tentou contato várias vezes, mas ela bloqueou. Quando ele descobriu que ela estava grávida, ela já estava no hospital.

Dante fechou a pasta.

- Obrigado.

Desligou.

Ficou olhando pela janela do escritório por um longo minuto. A cidade lá embaixo seguia seu ritmo indiferente.

Uma família normal.

Uma família que poderia dar um lar a uma criança.

Ele pegou o celular de novo e discou o número que Gonçalo havia providenciado.

- Lucas?

- Quem fala?

- Meu nome é Dante Menezes. Precisamos conversar.

O encontro foi no dia seguinte, em uma cafeteria discreta no centro da cidade.

Lucas chegou antes. Estava sentado em uma mesa no fundo, as mãos em volta de uma xícara de café que ele não estava bebendo. A camisa estava passada, o cabelo penteado um esforço visível para passar uma boa impressão.

Dante sentou à sua frente.

- Obrigado por vir.

- Eu sei o que o senhor deve ta pensando… - Lucas hesitou. - Enfim eu não sou um aproveitador.

- Não se preocupe com isso a Nina é viúva do meu primo, eu sei que tipo de pessoa ela é. Minha esposa tem acompanhado a situação do bebê.

Lucas baixou os olhos.

- O bebê é meu - disse, a voz baixa. - Eu sei que ninguém acredita em mim. Mas é verdade, ela fingiu que era daquele cara por dinheiro.

- Eu espero que isso seja verdade.

Lucas ergueu a cabeça, confuso.

- Como?

- Pro bem do bebê. - Dante não tentou suavizar. - Eu sei quem você é, de onde veio, qual a sua história. Por isso estou aqui.

Ele abriu a pasta e tirou os documentos.

- Quero fazer um exame de DNA. Se for confirmado que você é o pai… eu vou te ajudar.

Lucas olhou para os papéis. Depois para Dante.

- Ajudar como?

- Legalmente. Com advogados, com o processo de guarda, com o que for preciso.

O silêncio durou alguns segundos.

- Por que o senhor está fazendo isso? - Lucas perguntou.

Dante pensou em Lorena. No rosto dela quando contou sobre o rapaz desesperado no corredor.

- Porque essa criança não merece sofrer nessa família.

Lucas apertou as mãos em volta da xícara.

- Eu aceito.

O exame de DNA precisava da autorização da mãe.

Dante sabia que Nina não assinaria nada voluntariamente. Não depois de tudo. Então ele foi até o hospital, encontrou a enfermeira responsável pela UTI neonatal e pediu para conversar em particular.

- A senhora consegue pegar a assinatura dela sem mencionar qual exame é?

A enfermeira hesitou.

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