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Dominada Pelos Irmãos Beltron romance Capítulo 24

༺ Amara Wild ༻

A luz da manhã penetrou timidamente pelas frestas da cortina, arrancando-me do sono. Movi-me devagar, sentindo cada músculo do meu corpo protestar, como se eu tivesse passado a noite inteira em um treino de resistência.

Enrolada no lençol, sentei-me na beira da cama, soltando um suspiro baixo que pareceu ecoar no quarto silencioso. Mas logo ouvi passos suaves se aproximando.

Levantei os olhos no mesmo instante em que Domenico surgia, saindo do banheiro, apenas com uma toalha pendurada nos quadris.

Os cabelos molhados, bagunçados, o tornavam ainda mais irresistível. Seu corpo parecia impecável, como se a noite anterior não tivesse deixado sequer uma marca.

Em contraste, eu estava exausta, destruída, e meu cabelo provavelmente lembrava um ninho de passarinho esquecido na tempestade.

Ele passou as mãos pelos fios úmidos, jogando-os para trás, e me lançou um sorriso preguiçoso que fez meu estômago se contrair.

— Bom dia, minha ursinha.

Minha voz saiu num sussurro, ainda tímida, embargada por lembranças quentes demais para tão cedo.

— Bom dia.

Ele se aproximou sem pressa, e antes que eu pudesse sequer reagir, inclinou-se e depositou um beijo suave no meu pescoço. Um arrepio imediato percorreu minha espinha, me arrancando da inércia.

Meus olhos se fixaram nele, devorando cada detalhe sem pudor. Como ele podia ser tão bonito? Era quase injusto.

Aquele corpo definido, músculos que se moviam de forma natural, pele dourada ainda úmida. Tudo nele parecia ter sido moldado por mãos divinas, só para me enlouquecer.

— Ei. — Ele estalou os dedos na frente do meu rosto, me trazendo de volta à realidade. — Está tudo bem aí dentro?

Ainda meio perdida, senti minhas bochechas corarem. Segurei o lençol com mais força, tentando manter um mínimo de dignidade.

— Sim… está tudo bem. Só estou um pouco cansada, só isso.

Ele arqueou uma sobrancelha, o sorriso preguiçoso se ampliando antes de se sentar ao meu lado na cama.

— E como minha ursinha está se sentindo?

Suspirei, sem rodeios, deixando a verdade escapar:

— Destruída.

A risada dele veio baixa, rouca, quente o bastante para fazer meu coração acelerar sem freio. Ele passou a mão pelo meu rosto, acariciando minha bochecha devagar, como se me estudasse.

— É normal, minha ursinha. A primeira vez sempre deixa marcas assim. Mas confia em mim: vai melhorar.

Mesmo constrangida, não consegui conter uma risada curta. A sinceridade dele tornava tudo mais suportável.

— É bom saber…

Ele se inclinou novamente, pousou um beijo na minha testa, depois se levantou para pegar a camisa largada na poltrona próxima.

— Por enquanto, vou providenciar algo para você comer. Precisa de energia. Quero minha ursinha pronta para aproveitar o dia inteiro comigo.

Fiquei observando-o sair do quarto, incapaz de conter um sorriso pequeno que insistia em brincar nos cantos dos meus lábios.

Mesmo dolorida, exausta e tentando processar tudo, eu sabia que aquela era uma nova página na minha história.

Depois de alguns minutos reunindo coragem, levantei-me e fui para o banheiro. Deixei que a água quente do chuveiro lavasse não apenas meu corpo, mas cada dorzinha espalhada pela pele. Senti os músculos relaxarem, rendidos ao calor reconfortante.

Sequei os cabelos, vesti um vestido leve, perfeito para o clima fresco daquela manhã, e fiz uma maquiagem sutil, o suficiente para me devolver um ar mais confiante.

Enquanto ajustava o vestido diante do espelho, ouvi a porta do quarto se abrir. Caminhei até a sala, onde Domenico entrava com um funcionário do hotel, que empurrava um carrinho de café da manhã impecável.

Ele deu uma gorjeta generosa ao rapaz, que saiu quase correndo, deixando-nos sozinhos.

— Curiosa? — perguntou Domenico, reparando no meu olhar faminto.

— Um pouco — confessei, sentindo meu estômago se manifestar sem cerimônia. — O que temos de bom?

Ele abriu a tampa de uma das bandejas prateadas, exibindo o banquete como se fosse uma obra-prima.

— Só o melhor, minha ursinha. Croissants, pães artesanais, queijos finos, ovos mexidos com ervas, bacon crocante, frutas frescas, geleias caseiras… e tem iogurte também, caso queira algo mais leve.

Meu estômago respondeu antes de mim, roncando alto o bastante para fazê-lo rir. Peguei uma uva da vasilha de frutas e levei à boca, saboreando o doce natural que pareceu me acordar de vez.

Quando levantei os olhos, encontrei o olhar dele preso em mim, intenso o bastante para fazer meu rosto pegar fogo. Ele mordeu de leve o lábio inferior, provocador até o último fio de cabelo.

— O que foi? — perguntei, tentando parecer indiferente, mas sentindo minhas bochechas queimarem.

— Nada… — Ele deu um sorriso malicioso. — É só que você fica sexy quando sensualiza sem nem perceber.

Minha vergonha se estampou no rosto, mas ele apenas riu, aquela risada rouca que era quase uma carícia.

Antes que eu rebatasse, Domenico se aproximou com o andar confiante que me desmontava. Puxou-me pelo quadril, colando nossos corpos.

— Sabe do que eu lembrei agora? — disse ele, a voz baixa, carregada de veneno doce. — De ontem à noite… de quando você estava me chupando com essa boquinha deliciosa.

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