Dizer obrigado parecia pouco demais.
— No passado... foi erro da nossa família Costa... nós te injustiçamos... e falamos tantas coisas horríveis para você, me desculpe...
A voz dela foi ficando cada vez mais baixa, e a cabeça, cada vez mais curvada.
As lágrimas da mãe de Beatriz, Camila, voltaram a cair, desta vez carregadas de arrependimento:
— Eu... eu sei que falar isso agora não adianta... mas... nós realmente sabemos que erramos. No futuro, se precisar de qualquer coisa da família Costa, é só pedir. Não importa o que seja, eu prometo que farei.
Aeliana olhou para ela silenciosamente, sem expressão, e apenas assentiu levemente:
— Não precisa. Você deve agradecer à Beatriz.
Se não fosse por Beatriz, ela jamais teria se envolvido.
O rosto de Camila enrijeceu, parecendo um pouco desconfortável.
— Eu sei.
Se não fosse por Beatriz, Aeliana já teria bloqueado a família inteira há muito tempo, quanto mais salvar Marcelo.
— Senhora, o Marcelo precisa de repouso. Deixamos esses assuntos para depois. Tenho compromisso, vou indo.
Camila percebeu que Aeliana não queria continuar naquele assunto, mas ainda tentou, sem jeito, pedir para que ela ficasse um pouco mais.
Como esperado, foi recusada por Aeliana.
Ela observou Aeliana partir, sentindo uma decepção indescritível no peito.
O incidente no hospital foi apenas um pequeno episódio.
Aeliana voltou a ficar ocupada recentemente e não tinha cabeça para se preocupar com as emoções da família Costa.
A data da viagem para a fronteira estava cada vez mais próxima.
Aeliana e Jocelino planejaram a ida.
Os dois concordaram que seria bom ir até a fronteira antes para sondar o terreno.
Com o plano traçado, Aeliana começou a empacotar suas ferramentas.


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